O empresário, Luiz Antônio de Carvalho, conhecido como professor LAC, de 47 anos, registrou um boletim de ocorrências contra o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande, Breno Gomes, de 41.
Ele acusa o secretário de ter agredido seu filho, de 17 anos, no condomínio Florais dos Lagos, na noite de domingo (28). O secretário nega as acusações (leia abaixo).
Luiz Antônio contou que o filho estava com amigos em um dos quiosques do condomínio. No boletim de ocorrência, o professor alegou que um dos amigos do adolescente empurrou o filho do secretário.
“Lá no condomínio tem um lago com dois quiosques e meu filho estava em um e o filho do Breno em outro. Um convidado do meu filho foi no quiosque errado, houve um desentendimento entre eles, coisa de adolescente. Logo depois, o filho do Breno deixou o quiosque, mas passou de novo com três colegas e houve uma pequena discussão. Acredito que o amigo do meu filho deu um empurrão”, explicou o Luiz Antônio.
De acordo com o professor, o adolescente, então, chamou o pai. O secretário teria ido ao local e mandado o filho dele bater nos outros adolescentes.
Como o menor não teria tido coragem de cometer a agressão, o secretário teria tomado a frente na discussão
“Ele agrediu brutalmente. Tenho fotos dos hematomas. Ele [o filho] passou por exame de corpo delito. Uma moradora presenciou e colocou no grupo do condomínio. Acionou a portaria e a segurança chegou ao local. Evitou o pior”, contou.
Luiz Antônio ainda acusa o secretário de ter mandado o seu filho se ajoelhar e pedir perdão, além de ter dado um tapa no rosto do adolescente.
“Meu filho se envolveu numa briga com o filho dele, é lamentável, não concordo. Tomei as medidas de pai com relação a isso. Mas o Breno fez meu filho ajoelhar e pedir perdão, deu um tapa que deslocou o maxilar. Isso é crueldade, tortura, coisa de bandido”, acusou.
O professor acionou a Polícia e foi até a casa do secretário.
“Me ameaçou de todo jeito, me empurrou, amassou meu carro. Meu filho não está no condomínio, tirei ele de lá, porque o rapaz [Breno] é altamente descontrolado. O amigo dele está super machucado, já está medicado e em casa”, afirmou.
“Estamos com medo, ele ameaçou dizendo que é importante, que tem dinheiro e que faz acontecer. Só que não vou me intimidar, vou só me precaver”, acrescentou.
Veja o boletim registrado pelo professor:
Secretário nega agressão em menor
À reportagem, Breno explicou que não agrediu o adolescente, filho de Luiz Antônio, e que foi ao local para apartar a briga dos menores.
De acordo com ele, o seu filho, de 16 anos, chegou em casa chorando, porque havia sido agredido.
“Ele [o filho do professor] chegou no quiosque com um amigo, que não é morador do condomínio, e mandou meu filho para fora do local para se aparecer. Bateu no meu filho. Ele foi para casa chorando e mandei ele ir dormir. Achei que era briga de adolescentes da mesma idade”, disse.
Segundo o secretário, os amigos do filho foram em sua casa para saber o que havia acontecido, quando ele percebeu que estava tendo outra confusão nos quiosques e foi ao local.
“Separei a briga, esse menino, que não é morador, correu para fora do condomínio. Um outro, que é filho de um ex-morador, falou que não foi ele que bateu em meu filho e pediu desculpa. Meu filho fez corpo delito e está com suspeita de deslocamento da retina esquerda”, contou.
Breno também negou que tenha feito o filho de Luiz Antônio ajoelhar e pedir perdão.
O secretário rebateu a versão do professor, que apontou que o filho e os amigos foram ao quiosque errado por engano. Segundo Breno, uma câmera do condomínio registrou o ocorrido
“Tem as filmagens. O pai alega que erraram de quiosque, mas eles vão direto. Meu filho está só dentro do quarto chorando. Antes de ser secretário, sou pai”, disse.
Fonte: Mídia News

