Um novo embate entre servidores da educação e governo do Estado poderá acontecer em breve, já que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) manteve o calendário de volta das aulas presenciais no modelo híbrido, que prevê o retorno às salas no dia 3 de agosto. A informação foi confirmada pelo secretário Alan Porto na última terça-feira (13).
A decisão da Seduc vai de encontro à lei aprovada pela Assembleia Legislativa, que condiciona o retorno das aulas à imunização completa dos profissionais da Educação. Também contraria o posicionamento do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), que afirma que os professores só voltarão às salas de aula após a vacinação completa, inclusive de estudantes.
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Segundo Porto, as escolas estaduais foram preparadas para garantir o retorno seguro das aulas presenciais. Foram enviados recursos para todas elas, tanto para a aquisição de materiais de proteção contra a covid-19, quanto para materiais de limpeza, termômetros, álcool e outros. O secretário afirma que também foram feitas orientações de como trabalhar com o protocolo de biossegurança e elaborado um plano de contingência, além da produção de material para orientação de profissionais e estudantes.
“Nosso calendário é para retornar as aulas depois do recesso marcado para o dia 3 de agosto, na modalidade híbrida. Nós estamos trabalhando para isso já há algum tempo. Foram sete cursos na modalidade pedagógica de modalidade híbrida que foram ofertados para todos os professores da nossa rede e agora precisamos dar o próximo passo. O governo do Estado priorizou a vacina para todos os profissionais da Educação e hoje praticamente 100% já tomaram a primeira dose”, detalhou.
Porto também acrescentou que já está dialogando com secretários municipais de Educação, com a rede estadual e com prefeitos para organizar o transporte escolar e outras ações, com o objetivo de garantir que a escola seja um ambiente seguro.
Já em relação ao posicionamento do Sintep, Porto afirmou que o sindicato não manda na Educação. Ele destacou que essa resistência está ocorrendo apenas na rede pública estadual, o que cria um ambiente de maior desigualdade social, já que escolas municipais e particulares já retomaram as aulas presenciais.
“O Sintep é sindicato e quem decide o que vai acontecer dentro das escolas não é o sindicato, mas sim a Secretaria de Educação e o governo do Estado de Mato Grosso. Todas as orientações foram encaminhadas. Inclusive, a gente percebe com as documentações e análises que chegam até nós, através das nossas solicitações, que 27 municípios já voltaram as atividades híbridas. Todas as escolas particulares já voltaram. Vai prejudicar os alunos da rede estadual e aumentar a desigualdade social? O que nós queremos é recuperar o aprendizado dos nossos estudantes”, esclareceu.
Porto também detalhou que fez uma reunião com vários grêmios estudantis e professores, que também se declararam favoráveis ao retorno das aulas presenciais. O secretário afirma que a ciência já demonstrou que a escola é um espaço seguro, desde que siga todos os protocolos de biossegurança.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
