O preço do botijão de gás de 13kg em Mato Grosso fechou a última semana custando, em média, R$ 111,76 na revenda. Novamente, é o mais caro do Brasil. O valor do produto, na média nacional de revenda, apresentou variação positiva de 0,44% e encerrou a semana do dia 24 sendo comercializado a R$ 92,58/13kg. O item essencial para as famílias tem ficado mais salgado nos últimos anos. Em 12 meses, o combustível já subiu mais de 36%. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em termos regionais, na comparação semanal, o maior aumento ocorreu no Centro-Oeste (1,29%). Historicamente, o título estadual do gás de cozinha mais caro do país é dado a Mato Grosso. Nos últimos dois anos, a valorização do produto no mercado interno, devido à taxa de câmbio e ao preço do petróleo no mercado internacional, tem puxado o preço para cima em todos os estados.
No Norte do país estão os estados com os preços mais inflados. O preço do gás de cozinha passa dos cem reais na maioria dos estados da região. Na última semana, o Acre (R$ 110,90) e Rondônia (R$ 110,50), com a participação de Mato Grosso, formaram o trio com o GLP mais caro do país.
O preço médio do botijão vendido em Mato Grosso foi de R$ 111,76, uma variação de 1,23% na comparação com a semana anterior. Nas últimas quatro semanas, a alta acumulada é de quase 5%. Já nos últimos 12 meses a variação é de 36% de alta – a maior do Centro-Oeste.
Mato Grosso também está no grupo dos cinco estados com maiores altas em 12 meses, que inclui Alagoas (37,44%), Piauí (38,27%), Rio Grande do Norte (39,60%) e Santa Catarina (37,36%).
Revenda fica com a maior fatia
O preço do gás de cozinha é composto ‘fatias’ de valores que são pagos ao produtor, à União e Estados (impostos estaduais e federais), além das margens de lucro que ficam para as distribuidoras e revendas. Nessa distribuição, o valor que é pago ao produtor abocanha a maior fatia. De janeiro a maio de 2021, o valor do vasilhame de 13 kg cheio começou o ano custando cerca de R$ 35 e passou para R$ 40 em maio.
Os dados são da Superintendência de Defesa da Concorrência, Estudos e Regulação Econômica (SDR), divulgados pela ANP, que divulga a evolução dos preços do gás de cozinha no Brasil.
A margem de lucro das revendas é o segundo elemento de composição de preços que mais pesa para o consumidor. Conforme o comportamento dos preços no Brasil, desde o início do ano, o lucro registrou poucas variações e fechou o período analisado (até maio) em quase R$ 20 por vasilhame. Só que, em Mato Grosso, a situação é diferente. O valor que fica para a revendedora, segundo a ANP é o maior do país. Em maio, era de quase R$ 40 – cerca de 35% do valor do botijão, que era vendido a R$ 110 na época.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
