Home CidadesPrioridade na fila de vacinação, gestantes e lactantes terão um agosto mais dourado

Prioridade na fila de vacinação, gestantes e lactantes terão um agosto mais dourado

por Da Redacao

No mês em que se comemora o incentivo ao aleitamento materno, a Lei 14.190/21 coloca grupo como prioritário na fila da vacinação contra a covid-19

O leite materno é essencial e de extrema importância para a vida do bebê nos primeiros anos de vida. É o alimento que estabelece o alicerce para a saúde e o bem-estar, além da proximidade mãe e filho. Em alusão ao ato de amamentar, o mês de agosto é conhecido como “Agosto Dourado” e simboliza a luta pelo incentivo a amamentação.

Criado em 2017 pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a campanha é realizada anualmente na primeira semana do mês, entre os dias 1º e 7. No último ano, os trabalhos realizados durante este período estão concentrados na proteção à saúde do bebê, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus.

Durante o início da campanha de vacinação contra a covid-19, grávidas, puérperas e lactantes não estavam na lista de grupos prioritários. Em meio a diversas discussões, a deputada federal Luisa Canziani (PTB-PR) propôs o Projeto de Lei 2112/21, que altera a lei que trata do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e determina a inclusão de gestantes, puérperas e lactantes no quadro de grupos prioritários.

A norma foi aprovada no começo do mês de julho pela Câmara dos Deputados. Pela proposta, crianças e adolescentes com deficiência permanente ou com comorbidade e adolescentes privados de liberdade também serão incluídos como prioritários no plano de imunização. Essa medida, porém, depende de registro ou autorização de uso emergencial de vacinas no Brasil para pessoas com menos de 18 anos.

No último dia 30 de julho, após aprovação do Projeto, foi publicada a Lei 14.190/21, que determina que essas mulheres e crianças entrem na lista de grupos prioritários da campanha de vacinação contra o novo coronavírus. A notícia foi comemorada por Flávia Alves, bancaria e mãe da pequena Maria Luiza, de seis meses de idade.

“Como não tem vacina para criança, vejo a minha imunização como parte fundamental para o fortalecimento da Maria ao longo da vida dela. Como já estou imunizada, sinto que ela também tem a proteção necessária através do meu leite e os anticorpos que ele (o leite) pode fornecer para ela e isso por agora pode funcionar como uma vacina”, disse.

O Ministério da Saúde bem como outros Órgãos de Saúde e médicos pediatras apontam que, em todos os contextos socioeconômicos, o aleitamento materno melhora as chances de sobrevivência da criança. Como não existem evidências científicas que indiquem a transmissão do vírus da covid-19 por meio da amamentação, não há razão para evita-la ou interrompe-la.

Além disso, Cecilia Gama Tartari, pediatra e especialista em nutrição materna infantil, explica que já existem diversos estudos que apontam que a imunização das mães contra a covid-19, protege também os bebês. “Acredita-se que a mãe passe anticorpos através do leite materno, tanto de vacina, como também se ela já tivesse tido a covid-19. Podem ser passados tanto pelo aleitamento, quando via transplacentária, é por isso que o Ministério da Saúde preconizou a vacinação nas lactantes, para poder ter esse benefício da passagem dos anticorpos pelo leite materno”, concluiu.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

Deixe um comentário

* Ao utilizar este formulário você concorda com o armazenamento e manuseio de seus dados por este site.

Você pode gostar

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia Mais