Home CidadesGoverno de MT estuda envasar gás da Bolívia para baratear custo do botijão para famílias de baixa renda

Governo de MT estuda envasar gás da Bolívia para baratear custo do botijão para famílias de baixa renda

por Da Redacao

O governo de Mato Grosso está estudando uma possibilidade de deixar o gás de cozinha mais barato para pessoas de baixa renda. Uma das saídas é o envazamento do GLP (gás liquefeito de petróleo) direto da Bolívia.

A informação é do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que tem entre secretarias-adjuntas sob seu controle a Companhia Mato-grossense de Gás, popular MT-Gás. Segundo o executivo, os estudos visam baratear o gás de cozinha para os mais pobres.

“Possibilidade existe. A MT-Gás é distribuidora. Não temos contrato sobre essa distribuição com o governo boliviano, mas está em pauta. De forma que em condições acessíveis possa baratear o gás de cozinha para os menos afortunados. É uma ideia que será desenvolvida com parcimônia, para que possa fazer essa entrega à sociedade”, comentou Miranda, nesta segunda-feira (9), após reunião no Palácio Paiaguás.

De acordo com o secretário, por enquanto, o projeto está em fase de estudos, mas tanto a MT-Gás pode fazer esse fornecimentos, após o gás da Bolívia chegar em Mato Grosso, quanto uma empresa privada. Na visão de César Miranda, qualquer uma das situações beneficia o mais carentes.

“A MT-Gás pode ela executar como buscar empresas para fazer isso. A concorrência é sempre positiva. Quanto maior a concorrência, melhor o custo para quem adquire o gás de cozinha. A questão do gás de cozinha é a lei da oferta e procura. Precisamos ter produção de gás a nível nacional. Existe uma oscilação do valor em dólar e isso incide no aumento do valor. Eu não sei se existe um monopólio no estado. As empresas têm os custos delas. E isso não quer dizer que a gente não possa trabalhar também com políticas públicas para baratear o custo. De qualquer forma, tem que ser trazendo o gás, o botijão mais barato para o estado. Assim que custos e margens de lucratividades são diminuídas, o custo final é barateado”, explicou o secretário.

Atualmente, apenas o gás veicular é distribuído da Bolívia para o estado. Os maiores beneficiados com o retorno do fornecimento foram os motoristas de veículos, principalmente de aplicativos e taxistas. Indústrias também estimam economia com o uso do gás natural de até 50%, em relação a outros combustíveis.

Planejamento para expansão da cadeia do gás

A MT Gás vai finalizar o contrato com o aumento da quantidade de gás fornecido pela estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), para poder atender à demanda estimada de indústrias e veículos.

Para o ano de 2021, o projeto de expansão da matriz do gás natural recebeu recursos do programa Mais Mato Grosso, para linhas de crédito específicas para motoristas que pretendem financiar a conversão do veículo para uso do gás veicular, por meio da Desenvolve MT – agência de fomento do Estado.

O programa também investirá recursos para os terminais de gasoduto. Este é o maior programa de investimentos de Mato Grosso, e prevê recursos na ordem de R$ 9 bilhões em diversas áreas.

Também faz parte do plano estratégico da MT Gás o fornecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) como combustível para atender veículos de transportadoras. Esta nova opção de combustível gera uma estimativa de economia entre 30% e 38% em relação ao diesel.

A medida deve baixar o valor do frete, consequentemente do produto final, beneficiando o cidadão mato-grossense e a economia local. Os estudos técnicos de viabilidade e logística para a implementação do GNL serão feitos pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Senai.

Gás de cozinha barato atualmente

O Governo de Mato Grosso tem o índice de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o gás de cozinha mais baixo do país. A tributação do Estado é de 12%, sem qualquer aumento da alíquota nos últimos anos.

A composição do preço do gás de cozinha no Estado é de 12% do ICMS; 38,7% é o índice da revenda e lucro pelas distribuidoras; e 49,3% é o valor cobrado pela Petrobrás.

A margem de lucro bruta praticada pelas empresas em Mato Grosso é de R$ 38, enquanto a média nacional é de R$ 20.

Além de Mato Grosso, também mantêm alíquota de 12% do ICMS, os Estados do Amapá, Bahia, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

Os Estados com o ICMS mais caro são Alagoas, Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, com 18%.

Fonte: Olhar Direto

Deixe um comentário

* Ao utilizar este formulário você concorda com o armazenamento e manuseio de seus dados por este site.

Você pode gostar

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia Mais