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Escolas suspendem aulas após registrarem casos de covid-19 entre alunos e professores

por Da Redacao

Menos de uma semana após a retomada das aulas presenciais, algumas escolas estaduais e municipais suspenderam as atividades por registrarem casos de covid-19 entre profissionais e alunos. O número total de escolas nesta situação ainda é divergente, mas pode chegar a sete unidades, levando em consideração dados do governo do Estado e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep).

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) informou que só foi notificada pelas escolas Souza Bandeira, em Cuiabá e Irene Gomes de Campos, em Várzea Grande. Já o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), informou que foi notificado por seis escolas, mas a lista não inclui a E. E. Irene Gomes de Campos.

A lista enviada pelo Sintep informa casos nas seguintes escolas:

– Estadual Jaime Verissimo de Campos Junior;
– Escola Estadual Profª Marlene Marques de Barros;
– CMEI Wilson Sodré Farias (Várzea Grande);
– Escola Estadual Souza Bandeira;
– Escola Estadual Aureolina Eustacia Ribeiro;
– Escola Estadual Heliodoro Capistrano.

Na Escola Estadual Jaime Verissimo de Campos Junior, “Jaiminho”, localizada no Jardim Tarumã, em Várzea Grande, três professores testaram positivo para covid-19 e as aulas foram suspensas por dois dias. Na Escola Estadual Prof.ª Marlene Marques de Barros, as aulas estão suspensas desde a última sexta-feira (6), após dois alunos e uma técnica nutricional testarem positivo para a covid-19.

O CMEI Wilson Sodré Farias, confirmou dois casos em funcionários, mas a unidade continua em funcionamento. Segundo informado  pela Prefeitura de Várzea Grande, a unidade passou por higienização e desinfecção.

Em Cuiabá, a Escola Estadual Souza Bandeira, na Avenida Fernando Correa da Costa, confirmou dois casos, sendo uma professora e um aluno do 6ª ano. A direção avisou aos pais sobre a suspensão.

“Comunicamos que tivemos dois casos de covid-19 confirmados em nossa unidade escolar. Nossa escola passará por higienização e desinfecção, portanto, não haverá aula para os alunos no período matutino e vespertino, pois todos os professores deverão fazer o teste”, comunicou.

A Escola Estadual Aureolina Eustacia Ribeiro, no bairro Cidade Verde, notificou um caso. Assim como na Escola Estadual Heliodoro Capistrano, no bairro Parque Cuiabá.

PROTOCOLOS

Desde março do ano passado sem ir às aulas, os alunos retornaram seguindo novos protocolos. As turmas estão funcionando com 50% da capacidade da sala de aula e cada grupo é considerado uma ‘bolha de relacionamento’. Ou seja, caso algum profissional ou aluno de uma das ‘bolhas’ apresente sintomas, contrair o vírus ou tiver contato com alguém infectado, toda a bolha deverá entrar em quarentena pelo período recomendado de 14 dias. As demais turmas (bolhas) deverão manter as atividades presenciais.

Sobre os casos, a Seduc informou que todas as unidades devem seguir o plano de contingência elaborado junto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

“No caso de alunos que apresentem algum sintoma dentro das dependências escolares, os pais/responsáveis deverão ser informados e os mesmos deverão ser encaminhados para a unidade de saúde mais próxima de sua residência para avaliação e monitoramento. Para os profissionais, recomenda-se que nos casos em que os sintomas se apresentem no ambiente escolar, também procurem a unidade de saúde mais próxima de sua residência”.

Além disso, reforça que todas as escolas possuem uma ‘área de isolamento’ para permanência de caso suspeito que apresente sintomas quando já estiver no ambiente escolar.

“O espaço é destinado aos estudantes, crianças e adolescentes, que precisem aguardar pelos pais ou responsáveis, ou qualquer outra pessoa que necessite ser encaminhada para casa ou unidade de saúde mais próxima. Não é para permanência durante o período de aula, apenas até ser buscado pelos pais ou responsáveis”, informou.

O aluno que apresentar febre ao ingressar na escola ou dores no corpo durante a aula é enviado até essa área.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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