Home DestaqueSTF vai julgar recurso de Arcanjo contra condenação de 44 anos por assassinato

STF vai julgar recurso de Arcanjo contra condenação de 44 anos por assassinato

por Da Redacao

Arcanjo teve a condenação anulada em 2019, mas, no ano seguinte, o MPE conseguiu que o STJ restabelecesse a condenação. Ele recorre desde então

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para ser julgado, entre os dias 3 e 13 de setembro, recurso do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro contra a decisão que manteve sua condenação a 44 anos de prisão pelas mortes de Rivelino Brunini e Fauze Rachid Jaudy Filho.

A sentença, assinada em setembro de 2015, tinha sido anulada em 2019, por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Entretanto, o Ministério Público Estadual (MPE) conseguiu, em dezembro de 2020, reverter a anulação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por decisão da ministra Laurita Vaz.

Desde então, Arcanjo tenta derrubar a decisão que “reativou” sua condenação. No STJ, ele alegou suspeição da ministra, mas o recurso foi negado. Por isso, ele recorreu ao STF. No entanto, de forma individual, o ministro Ricardo Lewandowski rejeitou o recurso do empresário.

De acordo com Lewandowski, as alegações da defesa de Arcanjo, feita pelo advogado Paulo Fabrinny Medeiros, não comprovaram que a decisão anterior ofendeu preceitos da Constituição Federal, como a alegação de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa.

Foi contra essa decisão do ministro que Arcanjo recorreu. A defesa avaliou que o caso envolve uma situação complexa, e que demanda análise aprofundada, e que “não ser apreciada a luz do lugar comum das jurisprudências”.

“Ex positis, requer que Vossa Excelência se valha do juízo de retratação, cabível na espécie, para conhecer do recurso
extraordinário com agravo e, dando-lhe provimento, anular o acórdão recorrido (STJ), para que outro seja proferido, como de direito”, pediu o advogado.

A intenção é que, se o colegiado acolher a argumentação, o STF determine a anulação da decisão do STJ. Assim, abre-se uma possibilidade de que a sentença restabelecida possa ser, novamente, derrubada.

Condenação

Em 11 de setembro de 2015, Arcanjo foi condenado pelo homicídio qualificado de Rivelino Jaques Brunini e Fauze Rachid Jaudy Filho, pela tentativa de homicídio de Gisleno Fernandes e pelos crimes de formação de quadrilha e falso testemunho.

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram na tarde do dia 2 de junho de 2002, em frente a uma oficina mecânica na Av. Historiador Rubens de Mendonça.

O Ministério Público apontou que, a mando de João Arcanjo Ribeiro, um homem teria se aproximado de Rivelino e atirado diversas vezes contra ele, que foi atingido por sete tiros e morreu na hora. Os tiros também acabaram atingindo uma bala em Fauze e outra Gisleno. Para o MPE, o crime ocorreu em razão da exploração de máquinas caça-níqueis no Estado.

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