O posicionamento do presidente da Associação nacional dos Produtores de Soja e Milho – Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, em prol dos atos antidemocráticos do presidente Jair Bolsonaro, tem soado mal entre produtores. Um dos que se posicionou contra foi o empresário e um dos maiores plantadores de soja do país, Eraí Maggi.
“Nós criamos a Aprosoja, mas a função dela é fazer um trabalho para o desenvolvimento das culturas de soja e o milho, não para se misturar com política, com ideologia. Isso atrapalha a Associação. Hoje, tem um governo, amanhã tem outro e a entidade é para sempre. Então, essa imagem é terrível. Esse trabalho galgado no radicalismo não é bom para Mato Grosso, de forma nenhuma”, afirmou Eraí.
O produtor falou com a imprensa por mais de uma hora no fim do ato, que foi realizado nesta segunda-feira (20) no Centro de Eventos do Pantanal. Para Eraí, que além de ser financiador de campanha, tem contatos com as cúpulas que envolvem o agro nacional, todo esse episódio de ter o nome do Galvan envolvido em busca e apreensão ligado a Aprosoja, pega mal.
“Isso tudo atrapalha. Isso é terrível para Mato Grosso. Esse trabalho que está sendo feito com envolvimento político atrapalha até quem quer ajudar, se aproximar. A entidade tem que cuidar das questões da entidade e não de política. Existe muita coisa para cuidar: infraestrutura, projetos, coisas que vão trazer dinheiro ao produtor”, argumenta.
Por último, o produtor disse que a missão da Aprosoja é apoiar o produtor. “A Associação está totalmente fora dos interesses e ela tem que cuidar dos interesses do produtor”, concluiu.
