O artista Fernando Peres se considera uma pessoa hiperconectada. Ele passa muitas horas por dia acessando a internet e consumindo produtos culturais online. A realidade dele é semelhante à de milhões de brasileiros, mas tem uma peculiaridade: desde 2006, quando teve o aparelho roubado em Olinda, decidiu não ter mais celular .
Para ele, pouco importa, as transformações desde o 3G ao 5G, cujo leilão para exploração ocorre nesta quinta-feira (4). Na época em que ele teve seu último aparelho, a maioria só fazia chamadas telefônicas e enviavam mensagens de texto, os SMS.
O que ele mais fazia era receber ligações para fornecer o telefone de duas amigas artistas – uma delas era Juliana Notari, autora de “Diva”, escultura de 33 metros de altura em formato de vulva e de ferida.
“Eu achava chato ficar atendendo telefone. Hoje, sei que as pessoas quase não se telefonam, e que muitas vezes são chamadas de São Paulo, de telemarketing. Mas uso muito o computador. Divulgo e organizo exposições e trabalhos. Acho que, se eu tivesse um celular, ficaria usando em todo canto, como todo mundo”, afirmou.

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