Home DestaqueJustiça Federal mantém preso empresário suspeito de ser laranja de ex-secretário

Justiça Federal mantém preso empresário suspeito de ser laranja de ex-secretário

por Da Redacao

Liandro Ventura foi alvo de mandado de prisão na Operação Cupincha, que também prendeu o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues

O empresário Liandro Ventura da Silva teve a prisão preventiva mantida pela Justiça Federal durante audiência de custódia na última sexta-feira (5), em Cuiabá. Liandro foi alvo da Operação Cupincha, que apura fraudes na Secretaria de Saúde de Cuiabá, e é suspeito de ser “laranja” do ex-secretário Célio Rodrigues da Silva.

O mandado de prisão contra Liandro foi expedido no dia 28 de outubro, quando foi deflagrada a operação que também prendeu Célio Rodrigues. Contudo, apenas foi cumprido no dia 4 de novembro, quando o empresário se entregou em Cuiabá.

De acordo com a Polícia Federal, Liandro é proprietário das empresas Ventura Prestadora de Serviços Médicos Hospitalares Ltda, e Cuyabana Cervejaria Artesanal, sendo que nesta última tem sociedade com Joany Costa de Deus, esposa de Célio Rodrigues.

Com as investigações, a PF apontou que Liandro seria um assistente de Célio, uma vez que foram encontradas diversas mensagens atestando subordinação do primeiro ao segundo. Segundo a decisão judicial que autorizou os mandados cumpridos na operação, Célio dava diversas ordens e orientações para Liandro para transferências, pagamentos e até compra de passagens para o casal.

Outra informação levantada pela PF é de que a empresa Ventura Prestadora de Serviços Médicos Hospitalares Ltda teria pago diversas despesas pessoais do ex-secretário de Saúde, dentre as quais taxa de condomínio residencial, manutenção de lancha e até contrato de compra e venda de um imóvel.

Operação Cupincha

A operação é um desdobramento da Curare, deflagrada em julho de 2021 para apurar esquema de fraude na Secretaria de Saúde de Cuiabá. Na época houve o afastamento judicial de Célio Rodrigues do cargo de secretário municipal de Saúde. Ele foi preso nesta segunda fase.

Conforme a PF, o grupo criminoso formado com diversas empresas do setor hospitalar teria recebido mais de R$ 100 milhões dos cofres municipais. Ao todo, 21 pessoas e empresas foram investigadas e alvos de medidas judiciais.

Fonte: Repórter MT

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