O presidente estadual do Republicanos, ex-deputado federal Adilton Sachetti, afirmou que só após os laudos oficiais e a conclusão da investigação é que a sigla se posicionará oficialmente sobre o caso envolvendo o vereador de Cuiabá, Marcos Paccola, pré-candidato a deputado federal pela legenda.
Paccola está sendo investigado após ter matado o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa Barros, 41, na última sexta-feira (1) na capital. “Vamos esperar os relatórios oficiais para ver o que faremos em relação a este caso. Seria muito prematuro da nossa parte tomar qualquer medida sem antes aguardar as investigações”, explicou Sachetti nesta segunda-feira (4).
Porém, o presidente do Republicanos entende que o caso trará consequências para Paccola. “Se será positivo ou negativo, não sabemos. Mas é claro que um caso desse traz repercussões. E, nós como dirigente estadual, vamos nos posicionar no momento certo, até porque ele é pré-candidato pelo nosso partido”, disse.
Sachetti alega que a direção não quer provocar nenhum tipo de injustiça, e muito menos ignorar o fato que, segundo ele, causou repercussão em todo o Estado.
Marcos Paccola se filiou ao Republicanos após deixar o Cidadania, por conta do posicionamento da legenda em torno da federação com o PSDB. A relação com a antiga sigla já estava abalada após o presidente nacional ter solicitado a sua saída em 2021, depois do vereador ter compartilhado um vídeo pedindo “fora STF”, em referência ao ato de 7 de setembro do ano passado.
Paccola acumula várias polêmicas. Ainda no ano passado chegou a insinuar que poderia atirar em até 500 militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), caso eles realizem manifestação na frente da sua residência.
Marcos Paccola atirou e matou Alexandre Miyagawa Barros homicídio na última sexta-feira (1), no bairro Quilombo, em Cuiabá. A vítima foi atingida por ao menos 3 tiros e morreu ainda no local.
Paccola esperou a polícia no local, assim como o trabalho de perícia. Ele foi ouvido pelo delegado da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e liberado em seguida.
O vereador Marcos Paccola é réu em uma ação do Ministério Público Estadual (MPE) oriunda da Operação Coverage, 3ª fase da Mercenários. Ele é acusado de fraudar o sistema da Polícia Militar para alterar o registro de arma que teria sido usada em 7 homicídios, ocorridos em Cuiabá e Várzea Grande. Os assassinatos e tentativas são apurados na Operação Mercenários.
Fonte: GazetaDigital
