Presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, vereador Lilo Pinheiro (PDT), afirmou que o Parlamento vai solicitar a presença do delegado Hércules Batista Gonçalves, responsável pelo inquérito policial envolvendo o vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos) e a morte do agente Alexandre Miyagwa de Barros, 41 anos.
Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (5), Lilo explicou que esse deve ser o primeiro passo da Comissão diante do pedido de afastamento cautelar protocolado contra Paccola por meio de uma representação da vereadora Edna Sampaio (PT).
Segundo ele, o grupo deve solicitar o compartilhamento das provas que devem colaborar no trabalho de investigação paralelo, que será realizado pela Câmara.
“Eu vou pegar a peça, lida hoje em plenário, para uma primeira análise. É um caso que precisa de um acompanhamento da Câmara Municipal de Cuiabá. Vamos propor uma agenda com os delegados que estão investigando o caso para pedir o compartilhamento das provas para acompanhar o passo a passo dessas investigações”, pontuou.
O pedido em questão foi protocolado nesta segunda-feira (4) após Paccola matar Alexandre a tiros na última sexta-feira (2). O documento pede ainda que ele responda por quebra de decoro parlamentar, o que pode culminar na cassação do mandato do vereador.
Os trâmites do processo serão analisados por Lilo e pelos vereadores Adevair Cabral e Michelly Alencar (União), que compõe a comissão na condição de suplente e vai substituir Mário Nadaf, que está de licença.
O caso
Conforme registrado no boletim de ocorrência, Paccola teria pedido por várias vezes para o agente colocasse a arma que carregava no chão, e, como teria ocorrido reação, ele reagiu, atirando contra o servidor público.
A mulher que estava com o agente dá outra versão e diz que Alexandre não estava com a arma em punho. Paccola prestou depoimento na Delegacia de Homicídios e depois foi liberado. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Fonte: GazetaDigital
