Dois funcionários do Mahalo restaurante foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a tentativa de assalto em frente ao estabelecimento, que acabou com o assaltante alvejado. Eles teriam tentado encobrir que o segurança da casa reagiu ao assalto e efetuou disparos contra o criminoso. A reação do segurança foi apontada como tentativa de homicídio contra o suspeito de assalto. O crime se deu nesta noite de quinta-feira (29).
De acordo com o boletim de ocorrência, mais de uma versão sobre o mesmo caso foi dada pela mesma pessoa em momentos diferentes.
Quando os policiais chegaram ao estabelecimento, foram atendidos pelo maître, que contou ter havido uma tentativa de assalto em frente ao local contra um prestador de serviços do estabelecimento. Ele descreveu as características do suspeito e o sentido para o qual ele correu. Questionado sobre a vítima da tentativa de assalto, ele não soube precisar a informação.
Uma segunda equipe da Polícia Militar foi ao local em busca de mais informações e, lá chegando, se deparou com uma série de informações divergentes umas das outras. Até mesmo a tentativa de assalto passou a ser questionada, já que algumas pessoas diziam que não tinham conhecimento sobre ele. Diante disso, essa segunda equipe acionou o comandante da 21ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
A ele, o maître teria mudado sua versão, alegando desconhecer os fatos e que apenas ouviu um barulho estranho na rua em frente ao estabelecimento.
Os policiais ainda estavam coletando informações quando receberam a informação de que o suspeito havia dado entrada na Policlínica do Verdão com uma perfuração de bala. Eles então acionaram um segundo funcionário, que havia negado ter conhecimento dos fatos. Informado sobre a entrada do suspeito-vítima na unidade de saúde, ele ficou nervoso e mudou a história, dizendo que a vítima da tentativa de assalto havia usado seu celular para fazer uma ligação.
Pressionado para mostrar o destino da ligação, ele teria ficado ainda mais nervoso e dito que quem emprestou o aparelho à vítima teria sido o maître.
O funcionário foi novamente chamado e, questionado, negou a informação. Mas, pressionado, acabou afirmando que emprestou o celular, mas não à vítima e sim ao segurança do empresário Alan Malouf, dono do estabelecimento. Ao fornecer essa informação, ele foi repreendido pelo outro funcionário, que afirmou que o homem já não fazia mais segurança para o empresário há muito tempo.
Os policiais então requisitaram que o maitrê informasse o número telefônico do segurança, o que foi atendido. O número foi consultado nos sistemas de inteligência e os policiais chegaram à identidade do proprietário.
Os policiais compreenderam que ficou nítida a tentativa dos dois funcionários em encobrir que o segurança reagiu à tentativa de assalto, efetuando disparos contra o suspeito.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
