O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende deixar o comando da pasta até fevereiro. A decisão foi tratada em conversa no início do ano, quando Haddad indicou que pode permanecer no cargo até o fim do mês para concluir compromissos considerados prioritários da área econômica.
A eventual saída de Haddad deve ocorrer após o desligamento de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal já manifestou a aliados o desejo de deixar o cargo ainda nesta semana, em Brasília, o que abriu espaço para discussões mais amplas sobre a reorganização do primeiro escalão do governo.
No Ministério da Fazenda, a expectativa é que o secretário-executivo Dario Durigan assuma o comando da pasta de forma interina. Mudanças internas já começaram a ser implementadas antes mesmo da confirmação oficial da saída de Haddad, sinalizando uma transição planejada.
Aliados do ministro afirmam que Haddad avalia novos projetos políticos. Dentro do PT, há discussões sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado nas próximas eleições, hipóteses que ganham força com o afastamento do cargo no Executivo federal.
Com a volta de Lula a Brasília após compromissos fora do país, o Palácio do Planalto deve tratar como prioridade a reorganização da equipe ministerial. As sinalizações de saída de ministros estratégicos colocaram a reforma do governo no centro da agenda política das próximas semana
