Toda essa urgência para a digitalização fez com que as escolas buscassem apoio imediato em grandes fornecedores globais de tecnologia, mas também em startups de educação, as chamadas edtechs. Por aqui, antes da pandemia atuávamos junto às escolas, essencialmente com um modelo híbrido, que mesclava o “analógico” e o digital. Somos especialistas em simular avaliações de larga escala como Enem e Saeb, e desde a nossa fundação, vínhamos oferecendo às escolas avaliações em papel e os resultados em uma plataforma on-line com relatórios interativos, simuladores e ferramentas de melhoria.
No início da pandemia, além de nos estruturarmos para o trabalho com toda a equipe em home office, também tivemos de reconstruir a empresa em 15 dias: Nova plataforma para aplicação das avaliações, dimensionamento de servidores para aguentarem a demanda de milhares de alunos simultâneos, reestruturação do departamento de suporte para atendimento via whatsapp, lives com centenas de clientes para demonstração das novas funcionalidades, palestras e aulas virtuais para alunos e tivemos de dar conta em poucas semanas etc.
Ao final de 2020 atingimos a marca de mais de 1,3 milhão de avaliações online aplicadas em nossa nova plataforma, apresentando um crescimento de 25% na nossa base durante a pandemia, encerrando o ano com 3.058 escolas clientes, antes eram 2.450.
Com base nessa jornada, elenquei 5 aprendizados obtidos que servirão como um relato sobre a digitalização de uma edtech.
1. Ofereça uma versão gratuita do seu novo produto ou serviço digital para clientes que já estejam com você
2. Foque primeiro no valor entregue, e, se necessário, justifique preço
3. Estruture um canal de suporte ágil, de preferência no WhatsApp
4. Relacionamento é muito mais que cafezinho, ele pode dar sentido ao seu produto para o seu cliente
5. Deu ruim na tecnologia? Meça o impacto para cada cliente, estruture possibilidades de reparação e marque uma reunião se possível
