Por Elaine Freire
Com a pandemia assolando nosso país durante esses últimos tempos, muitos planos precisaram ser aditados e um deles foram as viagens principalmente as de férias.
Com a diminuição das mortes e de infectados por covid-19, a população passou a colocar em prática seus planos adormecidos e passaram a viajar.
No entanto os consumidores devem ficar atentos as inúmeras práticas abusivas que acontecem principalmente nesse momento de descontração e lazer.
Uma delas são o bloqueio do cartão de crédito “ por motivo de segurança”
É uma prática comum das administradoras (fornecedoras) de Cartão de Crédito é fazer o bloqueio do Cartão de Crédito sempre que notam “padrão diferente de uso”.
No entanto tal prática é ABUSIVA, pois fere o Código de Defesa do Consumidor, já que a administradora está transferindo para o consumidor o risco de sua atividade.
O consumidor é submetido a estresse, humilhação de não possuir outro meio de pagar a compra feita e ainda desperdiça seu tempo buscando resolver o problema criado pelo fornecedor que de forma indevida efetuou o bloqueio do cartão de crédito sem a previa comunicação, tudo isto é passível de ação indenizatória na Justiça.
Lembre-se! Se a administradora deseja manter a segurança do uso do cartão, deve então buscar avisar o consumidor por telefone ou carta que vai fazer o bloqueio, e não inverter a solução do problema obrigando o consumidor a passar horas pendurado no telefone tentando desbloquear o cartão que lhe fora concedido com um limite de compras já pré-aprovado.
Então para se proteger de tais abusividade segue algumas orientações:
- Antes de sair de viagem, comunique a administradora do cartão de crédito o destino e a duração da viagem, importante anotar o protocolo de atendimento;
- Se mesmo após a comunicação ocorrer o bloqueio, oriento a contatar a administradora e exigir uma solução imediata para o problema, não esqueça de anotar o protocolo da reclamação, junte todos os documentos que comprove os transtornos suportados.
Práticas abusivas devem ser combatidas de forma veemente.
Elaine Freire é advogada em Cuiabá (MT)
@elainefreireadv
