Home EconomiaCom menos carros novos, cresce a procura por oficinas mecânicas

Com menos carros novos, cresce a procura por oficinas mecânicas

por Da Redacao

A queda na comercialização de veículos novos, devido (em parte) à falta de componentes usados pela indústria automobilística, além de provocar recordes nas vendas de usados também aquece o setor de serviços de manutenção. Com uma frota nacional de carros mais velha – estima-se que cerca de 63% dos veículos têm mais de cinco anos de uso –, os prestadores de serviços automobilístico estão tendo mais trabalho nas oficinas.

A expansão do mercado de reparos e manutenção de automóveis não é recente, mas acelerou com a pandemia. Dados do Empresômetro mostram que, nos últimos três anos, o número de empresas abertas cresceu, em média, 25%. Em 2018 existiam 245.257 estabelecimentos, número que passou para 382.279 em 2020.

A procura por serviços de manutenção veicular cresceu 7,5% no 1º semestre de 2021, conforme dados nacionais do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa). Por ano, o segmento fatura cerca de R$ 128 bilhões, sendo os consumidores da classe B e C os mais fiéis – correspondem a 77% dos serviços prestados.

Além da redução nas vendas de automóveis novos, necessidades geradas pela pandemia também contribuíram para esse bom desempenho. A redução no número de voos e o alto risco de infecção por coronavírus nos transportes coletivos levaram mais pessoas a trocarem ônibus e aviões por viagens de carro. Como consequência, há maior necessidade em manutenção dos veículos.

A maioria das empresas voltadas para prestação de serviços automotivos é formada por microempreendedores individuais (64,7%). Estimativas feitas pelo Sindirepa mostram que, em 2020, o total de empresas funcionando em Mato Grosso era de 2.919. Dentro desse número 591 atuavam na área de acessórios e ou serviços, 189 em reparos de borracharia e outras 270 eram especializadas em reparos ocasionados por colisões.

Dependendo do problema de cada região do país, a visita ao mecânico varia. A média nacional de procura por serviços de mecânica (61%) forma a maioria, seguida por serviços e acessórios (21%), colisão (11%), borracharia (6%). Na região Centro-Oeste, Mato Grosso contribuiu mais nas demandas borracharia (23,6%), praticamente empatados estão os serviços e acessórios (20,4%) e mecânica (20,5%). Colisões formam apenas 18,4% do total.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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