Home DestaqueDefesa afirma que decisão sobre procurador aponta inconsistências na versão apresentada pela acusação

Defesa afirma que decisão sobre procurador aponta inconsistências na versão apresentada pela acusação

por Da Redacao
A defesa do procurador Luiz Eduardo de Figueiredo Rocha e Silva, divulgou nota pública esclarecendo que a decisão da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que inadmitiu os recursos apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), não representa o encerramento do caso e ainda poderá ser contestada nas instâncias superiores.
O caso refere-se a morte de Ney Müller Alves Pereira, em abril de 2025 no bairro Boa Esperança, em Cuiabá (MT).

Segundo os advogados, a decisão divulgada nos últimos dias trata-se de um juízo inicial de admissibilidade processual e não de análise definitiva sobre o mérito das alegações apresentadas pela defesa. De acordo com a nota, novos recursos já estão sendo preparados para levar o caso à apreciação colegiada das Cortes Superiores.

A defesa sustenta que existem “falhas graves” na versão apresentada pela acusação e afirma que parte desses pontos não teria sido analisada de forma satisfatória nas etapas anteriores do processo. Os advogados também alegam a existência de nulidades processuais consideradas relevantes na fase inicial do procedimento do Tribunal do Júri.

Entre os pontos destacados pela defesa técnica está a interpretação da prova pericial produzida no caso. Segundo a nota, o laudo oficial de necropsia afastaria a versão de que o disparo teria sido efetuado em direção ao rosto da vítima, informação que, de acordo com a defesa, estaria sendo divulgada publicamente como fato consolidado.

“A defesa compreende o legítimo interesse público no caso e, por essa razão, entende ser seu dever esclarecer: o que os autos efetivamente demonstram diverge, em ponto essencial, daquilo que chegou ao conhecimento da sociedade”, afirma trecho da nota divulgada pelos advogados.

Ainda conforme o documento, a inadmissão dos recursos por critérios processuais não significa reconhecimento definitivo da correção das decisões proferidas até o momento. A defesa afirma que continuará utilizando todos os instrumentos previstos no sistema recursal brasileiro para questionar pontos que considera relevantes no processo.

A nota é assinada pelo advogado Pedro Henrique Ferreira Marques, responsável pela defesa de Luiz Eduardo de Figueiredo Rocha e Silva.

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