Defensor do uso de armas, o deputado Gilberto Cattani (PL) avalia que o vereador Marcos Paccola (Republicanos) se precipitou ao balear e matar o agente do socioeducativo Miyagwa de Barros,41. O homicídio ocorreu no dia 1º deste mês e está sob investigação.
Autor de projeto que libera uso de armas por mulheres sob medida protetiva e advogados, o legislador afirma que o fato não tem relação com o texto e não vai prejudicar votação. O governador já sinalizou veto à mensagem em caso de aprovação.
“O acesso à arma é restrito até demais. A arma não mata, quem mata é a pessoa”, argumenta o parlamentar.
O político pontua que antes de ser vereador, Paccola é tenente coronel e tem direito de andar armado. Ele afirma que não defende o parlamentar municipal, mas alerta para que o quadro geral seja avaliado, não só a ação que resultou na morte da vítima.
“Acho que Paccola se precipitou. Poderia ter esperado um pouquinho mais. Na hora, como ele mesmo disse, você tem segundos para decidir o que fazer. Ele imaginou que a mulher estivesse em risco. Pelo menos é este o quadro pintado. Não podemos esquecer nenhum detalhe. Ahh, ele é um perigo para a sociedade, mas quem é perigoso? O que atirou ou o que entrou na viela na contramão e depois colocou com arma para cima?”, indagou.
Em sua fala, o parlamentar ainda descreve os minutos que antecederam a morte do agente. O carro que dirigia na contramão, a namorada nervosa discutindo com populares e com a vítima. O agente atravessando a rua atrás da mulher, com arma em mãos, que, sugeriu, como o próprio vereador narrou, que ele iria atirar contra a companheira.
“Não estou julgando, só estou dizendo que tem que olhar o quadro todo. Isso cabe à polícia”, justificou.
Projetos
No projeto de lei nº 347/2022, Cattani explica que a intenção é dar condições para defesa da mulher, em detrimento ao risco oferecido por seu cônjuge ou convivente, conforme decretado em ordem judicial.
Projeto de lei nº 348/2022 prevê a autorização do porte de armas para advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seguindo o que já é permitido para magistrados e membros do Ministério Público.
