Home DestaqueEmpresário cuiabano Filadelfo Reis se torna alvo da Lava Jato por lavagem de dinheiro

Empresário cuiabano Filadelfo Reis se torna alvo da Lava Jato por lavagem de dinheiro

por Sandra Carvalho

O Conselho Superior da Procuradoria-Geral da República negou por unanimidade o pedido de arquivamento de uma investigação contra o empresário Filadelfo Reis Dias, por movimentações financeiras suspeitas entre seus sócios e suas empresas, que foram descobertas durante a 21ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A suspeita é de que ele e outros envolvidos praticaram crimes como infração antecedente à lavagem de capitais, possível crime contra a ordem tributária e crime contra a administração da justiça, uma vez que ‘valores transacionados entre participantes têm supostamente o objetivo de evitar a retenção dos recursos devido aos bloqueios judiciais’. Filadelfo já foi investigado na Operação Ararath e alvo das delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado José Geraldo Riva.

De acordo com a decisão que não acatou o arquivamento, o nome de Filadelfo estava em uma lista denominada ‘Grupo B’, apreendida pela PF durante a Operação Passe Livre, que prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula.

No pedido de arquivamento feito pelo procurador responsável, afirmou que as diligências empreendidas ao longo das apurações não apontaram indícios consistentes que pudessem levar a imputação a algum dos investigados de fato criminoso.

‘A mera menção de que o nome de F.D. teria sido encontrado casualmente em uma das listas do Grupo Bertin, quando do cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal no âmbito da 21ª fase da Operação Lava Jato, não tem o condão de evidenciar irregularidade das movimentações financeiras reportadas’, alegou.

Porém, para a relatora da revisão de arquivamento, procuradora Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, apenas seria admitido o arquivamento ‘se ausentes elementos mínimos da autoria e/ou da materialidade delitivas, após esgotadas as diligências investigatórias ou se existente demonstração inequívoca, segura e convincente de causa excludente da ilicitude ou extintiva da punibilidade. Não é, contudo, o caso dos autos’, explicou.

Segundo ela, apesar do relatório de Inteligência Financeira (RIF) não aponte de forma concreta atos que, de imediato, possa indicar a prática de crime, ‘não houve a realização de diligências capazes de elucidar os fatos, como a comunicação dos fatos à Receita Federal para esclarecimento a respeito da existência de procedimentos fiscais instaurados contra os representados’.

‘Pendente diligências capazes de elucidar os fatos, torna-se prematuro o arquivamento dos autos no presente estágio das investigações’, disse em seu voto que foi seguido pelos demais membros do Conselho.

Outro lado 

A reportagem entrou em contato com o empresário para ouvi-lo sobre as transações suspeitas. Porém, não atendeu nossas ligações. Também enviamos os questionamentos pelo aplicativo WhatsApp. Filadeldo leu e não respondeu.

Fonte: Gazeta Digital/A Gazeta

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