A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu que o empresário Toni da Silva Flor não teria sido confundido com um suposto policial rodoviário federal, conforme suspeitado na época de seu assassinato, em agosto de 2020.
O autor dos tiros, Igor Espinosa, foi preso nessa terça-feira (10), pela Delegacia de homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele confessou o crime afirmando ter sido o autor dos disparos, mas não revelou a motivação.
Toni foi atacado ao chegar em uma academia, na manhã de 11 de agosto do ano passado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.
O delegado Marcel Oliveira explicou que a história da vítima ser confundida com outra pessoa foi ‘ventilada’ pelo próprio empresário, quando pediu socorro na academia.
“A história nunca existiu, ela foi ventilada pela própria vítima no momento em que foi socorrida. Toni havia dito a um amigo que não devia nada a ninguém e que provavelmente estavam atrás do policial rodoviário federal que seria parecido com ele. O bandido confessou que era o Toni que ele queria matar, mas não disse qual seria o motivo”, afirmou o delegado.
O assassinato
O crime aconteceu há um ano, no início da manhã de 11 de agosto. A vítima morreu após ser socorrida em uma unidade hospitalar.
À época, o boletim de ocorrência informou que a vítima chegava na academia e passou pelo assassino, que estava sentado em uma motocicleta Honda Titan preta, momento em que o criminoso perguntou se ele era o “Michel policial federal”. Antes que Toni pudesse dar uma resposta, o assassino disparou contra ele.
Na tarde de ontem, quando o autor do crime foi preso, a mãe do empresário o aguardava na delegacia. Revoltada e emocionada, Leonice da Silva Flor, de 68 anos, confrontou o bandido. “Ergue a cabeça para te verem, seu vagabund*. Fala por que você fez isso? Agora chegou a sua vez”, disse.
Fonte: Repórter MT
