O senador Carlos Fávaro (PSD) voltou a criticar o governo Mauro Mendes (União) em relação a questões sociais em Mato Grosso. Segundo ele, o Estado continua sendo melhor para alguns e não para todos os mato-grossenses.
Fávaro citou ainda o recente levantamento divulgado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN), que aponta que cerca de 600 mil pessoas em Mato Grosso.
“E esse é o cerne da questão. Por que Mato Grosso tem 600 mil pessoas passando fome diante de tanta riqueza? Eu como parlamentar estou fazendo a minha parte e vou continuar fazendo, vou continuar assistindo e ajudando pra que o Estado seja melhor para todos os mato-grossenses, não só pra alguns”, disse o senador.
A declaração de Fávaro é uma resposta às recentes entrevistas do governador, que criticou o fato dele ter aparecido no programa da candidata de oposição, Marcia Pinheiro (PV), reafirmando o mote de campanha de que Mato Grosso seria um estado rico, com um povo pobre.
Segundo Mendes, Fávaro representa um governo pífio, do ex-governador Pedro Taques, do qual Fávaro era vice. “Isso é conversa fiada de quem não tem o que apresentar. Apresente propostas, gente. Fale do que vocês vão fazer”, disse o governador.
Carlos Fávaro também desafiou o governador a mostrar todas as emendas que trouxe para Mato Grosso, como recursos para a construção de moradias, e que não foram utilizados.
“Eu o desafio a apresentar os números. Todos os recursos que eu estou citando inclusive para construir moradias, construir casas. Não para financiar, é pra quem está morando numa favela, num barraco, sem dignidade, o poder público pode fazer e doar para aquelas pessoas que se encontram em um estado de vulnerabilidade”, argumentou.
A questão de moradia é um dos pontos que a campanha de Marcia Pinheiro vem batendo contra o governador. Segundo ela, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) não está sendo usado para a construção de moradias populares.
A relação entre Mendes e Fávaro se quebrou por conta da disputa eleitoral. Fávaro cobrou que Mauro escolhesse Neri Geller (PP) como senador em sua chapa.
Porém, Mauro Mendes decidiu por Wellington Fagundes (PL) para evitar uma candidatura bolsonarista no Estado.
Fonte: GazetaDigital
