Home EconomiaGás de cozinha pode ter redução de preço para famílias mais vulneráveis em Mato Grosso

Gás de cozinha pode ter redução de preço para famílias mais vulneráveis em Mato Grosso

por Da Redacao

Segundo pesquisa divulgada em 2019 pelo IBGE, antes da pandemia, cerca de 30% das famílias mato-grossenses usam lenha ou carvão para cozinhar

Uma boa notícia para os mato-grossenses de baixa renda, que fazem parte do bolsa família e outros programas sociais. O preço do gás de cozinha pode ser reduzido, caso o Projeto de lei nº 253/2021 seja aprovado.

O projeto foi apresentado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) essa semana, pelo deputado estadual Dr. Gimenez (PV) e visa isentar alíquota de ICMS sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) residencial de famílias em situação de maior vulnerabilidade social em Mato Grosso.

Caso seja aprovado, o benefício seria no período que durar a pandemia e situação de emergência em Mato Grosso. “O governo poderá definir os limites para isenção ou suspensão das tarifas às famílias beneficiárias do bolsa família ou de outros programas sociais”, disse o parlamentar.

Em 2020, o gás de cozinha alcançou uma alta histórica de 9,24%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O preço do botijão de gás de cozinha, de 13 kg, fechou o ano passado, custando aproximadamente R$ 100 reais em Mato Grosso, um dos mais caro do Brasil, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio está cotado a R$ 97,50, o mínimo R$ 85 e, o máximo, R$ 105. Mas no interior pode chegar a R$ 120.

Situação das famílias mais vulneráveis em MT

Segundo pesquisa divulgada em 2019 pelo IBGE, antes da pandemia, cerca de 30% das famílias mato-grossenses usam lenha ou carvão para cozinhar. Mato Grosso ocupa o 6º lugar nacional com famílias nessa situação de pobreza. No Brasil, somam-se mais de 14 milhões de famílias. Só em Cuiabá, são em torno de 40 mil famílias que usam carvão ou lenha para preparar alimentos, segundo a pesquisa.

“O número de famílias sem acesso ao gás de cozinha vem aumentando nos últimos anos, portanto, o governo precisa tomar providência. Não podemos deixar seres humanos viverem uma realidade do século passado estando em um estado tão rico e próspero”, finaliza o deputado.

Fonte: Mato Grosso Econômico

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