As primeiras horas da manhã desta quarta-feira (7), em que se comemora o dia da Independência do Brasil, foi marcada pela 28ª edição do “Grito dos Excluídos e Excluídas”, movimento que luta pela igualdade e construção do Brasil popular. Os militantes percorreram as ruas de Cuiabá em prol do tema “Brasil: 200 anos de (in)dependência. Para quem?”
Sindicatos, central sindical, universidades, associações diversas, Fóruns, comunidades, pastorais e Igrejas, se uniram no ato realizado por meio de uma caminhada que começou às 7h30, na Praça do Rosário e seguiu até a Praça Ipiranga.
Um dos organizadores pontuou o tema da manifestação, que busca sempre lutar pela Vida em primeiro lugar.
“É uma manifestação em relação aos 200 anos da independência. Mas que independência é essa, que tem muita gente ainda com tantas necessidades e dependente para sua sobrevivência e, ao mesmo tempo cada vez mais o país sendo tão submetido a questões que a gente questiona, até que ponto somos uma pátria livre e soberana”, pontuou.
Realizada durante 28 anos em todo Brasil, o Grito dos Excluídos e Excluídas, busca a conscientização a respeito das desigualdades e injustiças históricas no país no marco do bicentenário da independência, denunciando ainda o processo de endividamento financeiro e as dívidas sociais desencadeadas a partir de então.
O movimento
O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos:
Denunciar o modelo político e econômico que, em simultâneo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;
Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;
Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, para desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos. O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no dia 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira.
Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.
Fonte: GazetaDigital
