Petronio Aziano da Silva foi condenado a 30 anos e 8 meses de prisão por matar a facadas sua esposa Renata Oscar de Castro em um bar da cidade de Querência (945 km a nortes de Cuiabá) em março de 2020.
A condenação ocorreu durante júri popular na terça-feira (2), mais de dois anos após o crime. Acrescido ao crime de feminicídio, a Justiça também considerou as tentativas de homicídio contra Joice Caroline Silva de Oliveira e Antônio Carlos Ribeiro Barros.
Conforme o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, os jurados entenderam que o crime foi cometido de forma torpe, mediante recurso que dificultou a defesa e justamente pelo fato de a vítima ser uma pessoa do sexo feminino.
O caso
A vítima trabalhava em um bar e o fato de chegar tarde em casa e ter contato com outros homens no serviço deixava o marido com ciúmes. Em um dado dia, Petronio foi até o estabelecimento e exigiu que a mulher trouxesse uma bebida.
Naquele momento, a mulher disse para o marido aguardar, uma vez que ela atenderia primeiro aos clientes e também pediu para que o esposo fosse mais gentil. Diante da situação, o homem ficou exaltado, xingou a mulher e pegou uma faca na cozinha.
Com a arma em mãos, Petronio então desferiu golpes de faca na vítima. Neste momento, Joice e Antônio tentaram impedir, mas também foram esfaqueados. Por conta das facadas, Renata não resistiu e morreu.
Agosto Lilás
O julgamento do caso se deu em meio à campanha Agosto Lilás, que representa o mês de combate à violência doméstica contra a mulher. Na opinião do promotor de Justiça Roberto Arroio Júnior, que atuou no plenário, o caso foi emblemático.
“Foi um júri emblemático, realizado justamente no início do Agosto Lilás, mês de campanha contra violência doméstica e familiar contra a mulher, tendo a sociedade demonstrado repulsa a tal crime, reconhecendo todas as qualificadoras e possibilitando a aplicação de pena superior a 30 anos de reclusão”, disse o promotor.
Fonte: GazetaDigital
