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Hospitais particulares alertam que podem ter que “fechar as portas” em breve

por Da Redacao

Em documento ao MP, entidade alerta para risco de desabastecimento de insumos e equipamentos para tratamento da covid-19

O Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat) emitiu alerta ao Ministério Público Estadual (MPMT) sobre a possibilidade de ‘fechar as portas’ para novos pacientes devido ao risco de desabastecimento de insumos e equipamentos para tratamento de pacientes com covid-19.

No documento, o sindicato alerta que não é possível manter o atendimento com a demanda elevada como está ocorrendo. As unidades têm operado com quase todos os leitos de UTI lotados. Alguns, inclusive, transformaram as alas de pronto-atendimento em leitos semi-intensivos, na tentativa de garantir o atendimento.

“[…] Vem alertar que, mantida a alta demanda da forma como estamos vivenciando nos últimos dias, há risco de desabastecimento de insumos e o esgotamento da capacidade de atendimento pela rede privada do estado de Mato Grosso”, diz trecho da nota.

O sindicato alerta ainda que as unidades particulares já não conseguem mais ampliar o número de leitos, já que faltam equipamentos, insumos e o chamado ‘kit intubação’. Além de estar em falta, esses insumos têm sofrido alta significativa nos preços, com mais de 100% de aumento em alguns casos.

“Alerta ainda que neste momento os hospitais estão com a capacidade de ampliação limitada em razão da falta de equipamentos como ventiladores e que está atuando em conjunto com as entidades, formando uma espécie de consórcio, para buscar a importação de medicamentos para tratamento de pacientes com a Covid-19, do chamado ‘kit intubação’ que estão com baixa nos estoques”.

Apesar dos alertas constantes, Mato Grosso não dá sinais de arrefecimento da pandemia. O estado tem registrado média móvel de mais de 2.125 novos casos de covid-19, com picos que superam 3 mil casos em alguns dias. Esses números elevados apontam para a continuidade da pressão sobre o sistema de saúde, já que cerca de 20% dos infectados podem precisar de atendimento médico.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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