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Sobe para 55 o nº de mortos na Faixa de Gaza e em Israel

Da Redacao 5 min de leitura
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Sobe para 55 o nº de mortos na Faixa de Gaza e em Israel

A guerra de mísseis, foguetes e ataques aéreos entre Israel e palestinos entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira (12), e o número de mortos nos confrontos subiu para 55.




O maior conflito na região em anos já deixou 49 vítimas na Faixa de Gaza desde segunda-feira (10), segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino, e seis em Israel, dizem autoridades médicas israelenses.



Quase 300 pessoas ficaram feridas em território palestino, incluindo 86 crianças e 39 mulheres. Entre os mortos estão 13 crianças e cinco israelenses, segundo a agência de notícias France Presse.

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Entre as vítimas israelenses estão três mulheres e uma criança e dezenas de feridos.



Israel realizou centenas de ataques aéreos em Gaza nesta quarta, e militantes palestinos dispararam vários foguetes contra Tel Aviv, capital e segunda cidade mais populosa de Israel, e em Beersheba, no sul do país.





Rastros de luz do sistema antimísseis de Israel em ação na cidade de Ashkelon na noite de terça (11) — Foto: Nir Elias/Reuters





O enviado de paz da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, disse que as Nações Unidas estão trabalhando com todos os lados para restaurar a calma.



O Conselho de Segurança da ONU se reúne novamente nesta quarta para debater o conflito, que já é o mais violento desde 2014 e aumentou a preocupação internacional de que a situação possa sair de controle.




Prédios atingidos





Aeronaves israelenses atacaram dois prédios na cidade de Gaza na terça-feira (11). Um prédio residencial de 13 andares foi destruído e desmoronou por completo (veja no vídeo abaixo).



A torre abrigava um escritório usado pela liderança política do Hamas, que controla a Faixa de Gaza. O grupo é responsável, junto com a Jihad Islâmica, pelos foguetes lançados contra Israel.



O país também atacou um edifício de nove andares que abriga apartamentos residenciais, empresas de produção médica e uma clínica odontológica, segundo a Associated Press.



A estrutura foi fortemente danificada, e fumaças e destroços chegaram ao escritório da agência de notícias em Gaza, que fica a 200 metros de distância do segundo prédio atingido.




Fogo cruzado





Israel disse nesta quarta que uma série de bombardeios atingiu alvos importantes do Hamas, "contra casas que pertencem a membros de alto escalão", e destruiu uma sede da polícia local.



A Jihad Islâmica, segundo maior grupo armado da região, anunciou ter disparado 100 foguetes contra o território israelense, a partir da Faixa de Gaza, "em resposta aos bombardeios de edifícios e civis".



Israel diz que mil foguetes já foram disparados contra o país desde segunda (10), mas a maioria foi interceptado pelo seu sistema de defesa.



Alguns foguetes chegaram a cair nos arredores de Tel Aviv. O aeroporto internacional Ben Gurion teve todas as suas decolagens suspensas temporariamente para "permitir a defesa do espaço aéreo".



O aeroporto voltou a operar no final do dia, segundo o jornal israelense "Haaretz", mas foi novamente fechado durante a madrugada ao se tornar alvo de novos ataques.




'Guerra em larga escala'





Israel e Hamas se encaminham para uma "guerra em larga escala", advertiu na terça-feira o enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland.



"Uma guerra em Gaza seria devastadora e as pessoas pagariam o preço", afirmou Wennesland sobre o pequeno território palestino onde vivem dois milhões de pessoas.



A área já sofre com a pobreza e uma taxa de desemprego de quase 50%, segundo o diplomata.



Diante da escalada de violência, a comunidade internacional fez um apelo por calma, mas os dois lados não dão nenhum sinal de apaziguamento.





Palestinos carregam o corpo de Hussain Hamad, de 11 anos, morto em uma explosão durante o conflito entre Israel e o Hamas, durante seu funeral em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza, na terça (11) — Foto: Khalil Hamra/AP






'Apenas o começo'





"Ainda há muitos alvos. Isto é apenas o começo", advertiu o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, que era o comandante do exército durante o conflito em Gaza de 2014.



O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas "será atacado de uma maneira que não espera". "O Hamas e a Jihad Islâmica pagaram — e pagarão — um alto preço".



O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que, "se eles querem uma escalada, a resistência está pronta. Se eles quiserem parar, a resistência está pronta".




Início dos confrontos





A onda de violência começou em Jerusalém Oriental, após confrontos entre palestinos e a policiais israelenses, principalmente na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda (10).



A Esplanada das Mesquitas é conhecida como Monte do Templo pelos judeus e como Santuário Nobre pelos muçulmanos. O local é considerado o mais sagrado do Judaísmo e o terceiro mais sagrado do Islã.



O conflito se intensificou no "Dia de Jerusalém", data do calendário hebraico que celebra a tomada de Jerusalém Oriental e da Cidade Velha por Israel em 1967. O dia é feriado nacional em Israel e, neste ano, coincidiu com o fim do Ramadã, o mês do jejum muçulmano.



Jerusalém Oriental é reivindicada como a futura capital da Palestina. Israel diz que Jerusalém é sua capital e indivisível, mas a grande maioria dos países reconhecem Tel Aviv como a capital do país.




Estratégia desastrosa





A sempre frágil convivência entre judeus e árabes não resistiu à série de más decisões governo Netanyahu durante o mês do Ramadã, escreveu em editorial o jornal israelense "Haaretz". O jornal destaca três pontos:



A instalação de postos de controle no Portal de Damasco da Cidade Velha em Jerusalém, para impedir a entrada de palestinos; a ameaça de expulsão de palestinos no bairro de Sheikh Jarrah; e a permissão para que radicais judeus realizassem uma marcha provocativa pelo bairro muçulmano no Dia de Jerusalém.



O discurso nacionalista foi fortalecido com o apoio de Netanyahu a extremistas de direita, banidos desde a década de 1980 da política israelense. "Essa estratégia desastrosa agora está explodindo na cara de Israel", afirmou o "Haaretz".


Fonte: G1


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