Mais dois trechos de rodovias federais em Mato Grosso devem ser concedidos à iniciativa privada até 2022. A informação foi revelada pelo ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, nesta sexta-feira (20), durante a entrega da duplicação da BR-163 entre Cuiabá e Rondonópolis.
Segundo o ministro, o governo federal irá dar início ao processo de audiências públicas ainda no final deste ano, com o objetivo de garantir que o leilão seja realizado no começo de 2022.
Um dos trechos que será concedido é a ligação de Cuiabá a Vilhena, em Rondônia, que tem cerca de 750 km de extensão. O ministro não deixou claro se será feita a concessão do caminho pela BR-364 – que já tem um trecho sob administração da Rota do Oeste – ou se será pela BR-174, que passa por Cáceres e é a principal rodovia da Região Oeste de Mato Grosso. Os dois trechos têm a mesma extensão, mas a segunda opção é mais provável.
A segunda concessão ‘na agulha’ é do trecho da BR-364 que liga Rondonópolis à cidade de Rio Verde, em Goiás, com 489 quilômetros de extensão.
CURA DA ROTA – O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, revelou nesta sexta-feira (20) que deve concluir já em setembro a transferência de controle acionário da Rota do Oeste, o que deve render investimentos de até R$ 3,2 bilhões na duplicação e melhora da BR-163 ao longo dos próximos quatro anos. A afirmação foi feita durante entrega da duplicação do último trecho da rodovia que liga Cuiabá a Rondonópolis.
Concessionária de um trecho de 850,9 quilômetros da BR-163 entre a divisa com Mato Grosso do Sul e a cidade de Sinop, a Rota do Oeste vem enfrentando problemas financeiros desde que sua principal acionista, a Odebrecht Transport, ficou sem acesso a crédito porque a Odebrecht (‘empresa-mãe’) foi envolvida na Operação Lava-Jato. Deste então, as obras de duplicação e melhora na rodovia foram paralisadas, enquanto a concessionária buscava uma forma de resolver o problema.
“Nós estamos chegando no final dessa trajetória. Agora, no final do mês de agosto, a gente assina o Termo de Ajustamento de Conduta e, em setembro, a gente deve consolidar a transferência de controle acionário. Isso vai proporcionar R$ 3,2 bilhões em investimentos em quatro anos”, afirmou o ministro.
A troca de controle acionário irá destravar as obras de duplicação no trecho entre Cuiabá e Sinop. Segundo o ministro, a expectativa é de que haja a duplicação de até 80 quilômetros por ano, chegando ao final de 2025 com toda a rodovia até Sinop duplicada. As obras devem começar pelos trechos com maior índice de acidentes, como a Rodovia dos Imigrantes, que liga Cuiabá ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
