Home DestaqueManicure foi o elo entre esposa e assassinos de empresário, aponta investigação

Manicure foi o elo entre esposa e assassinos de empresário, aponta investigação

por Da Redacao

A manicure Ediane Aparecida da Cruz Silva, 21 anos, presa na manhã desta sexta-feira (27) como a quinta pessoa supostamente envolvida na morte do empresário Toni Silva Flor, 38 anos, foi a peça de ‘encaixe’, entre todos os já detidos pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Além disso, a mulher era amiga da mulher da vítima e irmã do suposto amante que Ana Cláudia Flor tinha. A declaração foi dada em coletiva de imprensa pelo delegado Marcel Gomes de Oliveira, que está à frente da investigação, com a supervisão do delegado Fausto Freitas.

Conforme Marcel, após a prisão dos outros quatro envolvidos – incluindo a mulher de Toni – havia ainda uma dúvida por parte das autoridades policiais sobre a ligação dos três homens com a Ana Cláudia. Nesse contexto é que Ediane teria ‘entrado’.

“Faltava uma peça para encaixar essas pessoas né. E essa peça foi presa hoje (…) A Ediane foi justamente o elo de ligação entre a suposta mandante, a Ana Claudia e os supostos executores. Ela falou que era manicure e que exercia outros trabalhos para Ana Cláudia”, pontuou.

Ao ser interrogada, Ediane teria confirmado ter conhecido Ana por causa dessa relação extraconjugal entre a suposta mandante do crime e o irmão da manicure. Ediane teria sido a responsável por indicar os assassinos para que Ana os contratasse.

“Ele [irmão de Ediane] manteve um relacionamento de dois anos com a Ana Claudia, inclusive afirmou [Ediane] que esse relacionamento se deu enquanto a Ana era casada com o Toni”, citou o delegado.

As investigações levantadas pela DHPP apontaram ainda que a suposta mandante do crime teria confidenciado à manicure que estava sendo agredida pelo empresário, o que pode ter sido um dos motivos que o homem foi morto. Nesse âmbito, Ediane apresentou o Wellington Honorio Albino, que manteve contato com e Igor Espinosa (apontado como executor de Toni).

Para Marcel, a participação de todos no crime está bem explicada. Todos confessaram suas supostas participações no crime, menos a mulher da vítima.

“Nós temos a confissão do Igor, temos a confissão do Dielinton, temos a confissão da Ediane e a Ana Claudia hoje resolveu se manter no direito dela constitucional de permanecer em silêncio, então ela permaneceu em silêncio, diante de tudo que foi apresentado durantes as acareações perante ela”, pontuou o delegado.

Com as diligências já bem adiantadas, a DHPP trabalha com a hipótese de encerramento das investigações já na semana que vem.

Morte do empresário

O assassinato ocorreu no dia 11 de agosto de 2020, no momento em que Toni chegava a uma academia no bairro Santa Marta, em Cuiabá. O suspeito estava em frente ao estabelecimento, de cabeça baixa, e perguntou pelo nome da vítima. Em seguida, o criminoso atirou várias vezes contra o empresário.

Toni correu para dentro da academia, foi socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro Municipal, com quatro ferimentos de arma de fogo. Levada consciente ao hospital, a vítima foi encaminhada imediatamente para cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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