Mato Grosso figura entre os estados com melhor desempenho do Judiciário no país, de acordo com o Ranking dos Estados com Maior Eficiência do Judiciário, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O estado ocupa a 7ª colocação nacional, com taxa de congestionamento líquida de 55,5%, ficando acima da média de grande parte das unidades da federação.
O indicador integra o pilar de Eficiência da Máquina Pública e mede a capacidade do Judiciário em dar solução aos processos que tramitam nos tribunais.
prática, a taxa de congestionamento líquida aponta o percentual de ações que permaneceram sem resolução ao final do período analisado, em relação ao total de processos efetivamente tramitados, desconsiderando aqueles suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório. Quanto menor o índice, maior a eficiência.
No ranking nacional, Mato Grosso aparece à frente de estados populosos e economicamente relevantes, como Minas Gerais (19º), Bahia (20º), Rio Grande do Sul (22º) e São Paulo (24º).
O desempenho mato-grossense também se destaca no Centro-Oeste: enquanto o Distrito Federal ocupa a 3ª posição, Goiás aparece em 6º lugar e Mato Grosso do Sul em 13º, colocando Mato Grosso em posição intermediária, mas ainda entre os mais eficientes do país.
Os primeiros colocados do ranking são Roraima (1º), Rondônia (2º) e o Distrito Federal (3º), todos com taxas de congestionamento abaixo de 50%. No extremo oposto, Espírito Santo (27º), Rio de Janeiro (26º) e Pará (25º) registram os piores índices, com congestionamento próximo ou superior a 72%.
Especialistas apontam que resultados como o de Mato Grosso tendem a refletir investimentos em gestão, digitalização de processos, uso de ferramentas tecnológicas e políticas voltadas à celeridade processual.
Um Judiciário mais eficiente impacta diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica e o acesso da população à Justiça.
O ranking faz parte do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, que avalia diversos aspectos da administração pública brasileira.
No caso de Mato Grosso, o bom desempenho do Judiciário reforça o papel do estado como um dos destaques nacionais em eficiência institucional, ainda que o desafio de reduzir o volume de processos pendentes continue presente.

