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Mendes e mais 15 assinam carta contra “agressão” e “fake news”

por Da Redacao

Morte de PM baiano gerou revolta em bolsonaristas, que teriam espalhado noticias falsas

O governador Mauro Mendes (DEM) e outros 16 chefes de Estado elaboraram uma carta em que repudiam o que chamam de “crescente onda de agressões e difusão de fake news” que visam causar instabilidades às instituições.

A carta intitulada “Queremos verdade e paz” foi assinada na segunda-feira (29) e encaminhada ao presidente da República Jair Bolsonaro, aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux – veja carta na íntegra AQUI.

Ela foi elaborada um dia depois da morte do soldado da Polícia Militar da Bahia Wesley Góes. Ele foi morto por agentes do Bope após sofrer um suposto surto psicótico e fazer disparos de fuzil contra colegas em Salvador.

Ocorre que, deputados bolsonaristas atribuíram a morte do soldado a “ordens” do governador da Bahia, Rui Costa (PT). O petista também assina a carta. 

Sem citar nomes, os gestores apontam que temem uma possível “instabilidade institucional” por conta de pedidos de alguns políticos para que as Polícias Militares se rebelem “contra a ordem democrática”.

“[…] Alguns agentes políticos espalham mentiras sobre dinheiro jamais repassado aos estados, fomentam tentativas de cassação de mandatos, tentam manipular policiais contra a ordem democrática, entre outros atos absurdos”, consta em trecho da carta.

Os chefes de Estado ainda classificam como “repugnantes” a incitação de motins policiais e a agressão a agentes políticos. 

“Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar fake news, agredir governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático”, completa a carta.

Além de Mendes, assinam a carta os governadores: Rui Costa (BA), Flávio Dino (MA), Helder Barbalho (PA), Paulo Câmara (ES), João Doria (SP), Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS), Camilo Santana (CE), João Azevêdo (PB), Renato Casagrande (ES), Wellington Dias (PI), Fátima Bezerra (RN), Belivaldo Chagas (SE), Reinaldo Azambuja (MS), Waldez Góes (AP).

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