O senador Renan Calheiros (MDB-CE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal, propôs nesta terça-feira (24) que o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, seja ouvido na condição de colaborador.
Segundo o relator, a comissão quer mais informações sobre o contato da empresa Davati Medical Supply, que ofereceu doses da vacina Covaxin ao governo de Mato Grosso, mas não efetivou a negociação porque não tinha os documentos que comprovavam a regularidade da empresa.
O convite para Carvalho surgiu após ser encontrada uma menção à negociação com o governo de Mato Grosso em mensagens trocadas pelos lobistas. Inicialmente, a CPI investigava o contrato firmado entre a Davati e o governo federal, com suspeita de propina de US$ 1 por vacina negociada. A compra não chegou a ser efetivada.
O representante da Covaxin, Luiz Paulo Dominguetti também foi convocado para depor na CPI e explicar a situação. As conversas foram encontradas no celular de Dominguetti, que foi entregue por ele mesmo, de forma voluntária, para os integrantes da CPI.
A empresa que Dominguetti representa, a Davati, estaria oferecendo a Covaxin para Mauro Carvalho. Após as mensagens circularem em rede nacional, o governo de Mato Grosso emitiu uma nota informando que não houve a compra do imunizante e que as negociações foram cessadas quando o governo desconfiou da atitude dos representantes da Davati.
“Assim, a relação do convocado [Mauro Carvalho] com a empresa Davati e seus supostos representantes, em franca negociação para se adquirir vacinas, em tese, por meios nada regulares, além das relações pessoais, ligações comerciais e intimidade demonstrada com outros personagens ouvidos”, diz parte do requerimento feito por Calheiros.
O requerimento de convocação de Mauro Carvalho e Dominguetti foi entregue ao senador Omar Aziz (PSD-AM), que é o presidente da CPI e decidirá sobre a convocação.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
