Home CidadesMinistro diz que não há “razão técnica” para aulas só voltarem após vacinação de professores

Ministro diz que não há “razão técnica” para aulas só voltarem após vacinação de professores

por Da Redacao

Queiroga citou ainda que 80% dos profissionais já estão vacinados e que afastamento das escolas causa prejuízos à saúde mental dos estudantes

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na manhã desta sexta-feira (9) que não há razão técnica para justificar a lei que condiciona o retorno das aulas presenciais na rede pública estadual à vacinação de 100% dos professores. Ele revelou ainda que deve editar uma portaria na próxima semana, em conjunto com o Ministério da Educação, para orientar o retorno das aulas presenciais em todo o Brasil.

Em visita a Mato Grosso nesta sexta, Queiroga foi informado que a Assembleia Legislativa aprovou uma lei condicionando o retorno das aulas presenciais na rede estadual à vacinação de 100% dos professores. Segundo o ministro, essa medida contraria a orientação dos órgãos internacionais ligados à educação, que pedem a retomada imediata das aulas presenciais, mesmo que no modelo híbrido.

“A própria Unicef, Unesco, Organização Mundial da Saúde (OMS) já se posicionaram de maneira reiterada sobre a não obrigatoriedade de vacinação dos professores para retorno das aulas. Ademais, mais de 80% dos professores do ensino básico já estão vacinados. Então, não há essa razão para não retorno”, afirmou o ministro, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Queiroga citou pesquisas que têm apontado para um prejuízo não apenas à formação dos estudantes, mas também à saúde mental, devido ao isolamento e à falta de comunicação e convívio com outros adolescentes da mesma faixa etária.

“As aulas têm que voltar. É um prejuízo para os adolescentes brasileiros. Há prejuízo também para a saúde mental e a questão alimentar também, já que muitos fazem suas refeições nas unidades de ensino”, afirmou.

A obrigatoriedade de vacinação dos professores antes do retorno das aulas presenciais chegou a ser vetada pelo governador Mauro Mendes (DEM), que seguiu parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apontando inconstitucionalidade da medida. Contudo, o veto foi derrubado pela Assembleia Legislativa, após forte pressão do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público em Mato Grosso (Sintep-MT).

No último final de semana, o Sintep decidiu que os professores da rede estadual só devem retornar às salas de aulas quando todos estiverem vacinados, incluindo alunos. Isso deve atrasar ainda mais a volta das aulas, já que o Brasil ainda não liberou a vacinação de adolescentes.

A obrigatoriedade de vacinação foi inserida em um projeto de lei que torna a Educação um serviço essencial e impede o fechamento das escolas durante o período de pandemia. Com isso, as aulas presenciais foram retomadas na rede particular e vários municípios já determinaram o retorno às salas de aula, já que a obrigatoriedade de vacinação se aplica apenas à rede pública estadual.

Deixe um comentário

* Ao utilizar este formulário você concorda com o armazenamento e manuseio de seus dados por este site.

Você pode gostar

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia Mais