Morador do bairro Alameda Júlio Muller, em Várzea Grande, há meio século, Roberto Caciano Pinheiro, 76 anos, teve a casa invadida pela água na última segunda-feira (15), feriado da Proclamação da República e a situação quase se repetiu nesta sexta-feira (19), enquanto conversava com a reportagem do Olhar Direto.
Foi em 1969 que Roberto se mudou para a região. Segundo ele, os alagamentos foram comuns por muitos anos, mas desde 1995 ele não via nada parecido com o que ocorreu em 2021. O cabeleireiro acredita que o problema se deve pelo planejamento ruim da rede de esgoto antes do asfalto.
“Perdemos tudo, guarda-roupas, estante, armário. Ainda sobra o sofá velho que está molhado e desses dias para cá ainda não secou”, pontua.
O temporal começou por volta de 3h da madrugada e o volume de água só baixou às 10h. “Ficou uma lama podre e difícil de tirar. Minha mulher ainda não anda, tem problema no joelho e não tem segurança. Fui eu que suspendi a cama com tijolo para ela deitar”, recorda.



