Home GeralMovimento quer criar lideranças para militar pela igualdade nas diferentes formas de envelhecer

Movimento quer criar lideranças para militar pela igualdade nas diferentes formas de envelhecer

por Da Redacao

Em setembro, a Rede Longevidade lançará plataforma voltada para a interseccionalidade na velhice

Militar pela velhice tem raízes antigas na vida de Michelle Queiroz Coelho, fundadora e diretora-executiva da Rede Longevidade. “Quando era pequena, minha avó materna e meu avô paterno eram minha rainha e meu rei, minhas principais referências. Eu os encontrava sempre que podia e me lembro bem da sensação de incômodo de assistir a seu envelhecimento, se entristecendo e aos poucos perdendo seu propósito de vida”, conta. A experiência a marcou a tal ponto que atrelou sua formação em administração a causas sociais. Há sete anos, um evento deu uma guinada em sua trajetória, ao conhecer uma mulher de 74 anos que vivera em regime de semiescravidão: “ela foi resgatada e levada para uma república de idosas. Passei a frequentar aquela comunidade e ali surgiu a ideia de criar algo que alimentasse uma cultura pró-longevidade”.

Michelle Queiroz Coelho, fundadora e diretora-executiva da Rede Longevidade: “acredito que educação e longevidade possam unir a sociedade”  — Foto: Divulgação

Professora associada da Fundação Dom Cabral, onde também é coordenadora do FDC Longevidade, e conselheira da seção brasileira do Centro Internacional de Longevidade, Michelle iniciou seu projeto contando com voluntários, até ampliar a rede de parceiros. Desenvolvido a partir de cinco núcleos – saúde física, mental e emocional (Vida Saudável), relações sociais (Vida Social), tecnologia e trabalho (Vida Inova), educação e diversidade (Vida Inteira) e autoconhecimento e propósito (Vida Sou) – o trabalho foi ganhando corpo.

Foi assim que surgiu uma plataforma de cursos, cujo carro-chefe em 2022 é o STAR, voltado para a criação de lideranças nessa área e para o público 60 mais, que dispõe aplicativo, grupo de mensagens e vídeos. “Liderança é um ponto de luz irradiando a causa, queremos formar uma constelação” .

Na sua cruzada para capilarizar a iniciativa, entre 11 e 21 de setembro fará uma viagem para divulgar o trabalho para brasileiros que moram na Europa. O roteiro inclui Paris, Bruxelas e Roma e, na capital belga, será lançado o Movimento ELUS (Educação em Longevidade Unindo a Sociedade), cujo objetivo é dar visibilidade à interseccionalidade na velhice. Trocando em miúdos, aprofundar a questão da diversidade e da busca da igualdade nas diferentes formas de envelhecer: como mulher, afrodescendente, LGBTQIA+, ou pessoa com deficiência.

No Brasil, o lançamento será no dia 29 de setembro, no Longevidade Expo Fórum, em São Paulo, e depois em outubro, em Belo Horizonte. Em 2023, Michelle vai embarcar numa turnê para divulgar o movimento pelo país. Haverá três opções de participação: apoio ao manifesto, com engajamento nas redes sociais; contribuição mensal com direito a cursos de formação; e uma modalidade que envolve a compra de produtos sociais. “Acredito que educação e longevidade possam unir a sociedade. Precisamos aprender a nos cuidar para envelhecer bem”, finaliza.

Fonte: G1Globo

Deixe um comentário

* Ao utilizar este formulário você concorda com o armazenamento e manuseio de seus dados por este site.

Você pode gostar

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia Mais