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MP denuncia Dilmar, Satélite e mais 11 investigados na Rota Final

por Da Redacao

Na ação, o MPE pediu a indisponibilidade de bens dos denunciados até o montante de R$ 32,4 milhões.

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM), o ex-deputado Pedro Satélite (PSD) e mais 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) por improbidade administrativa.

A ação foi protocolada na última sexta-feira (21), pelo promotor Ezequiel Borges de Campos e tramita na Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular.

Eles são acusados de integrar um suposto esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro e fraude em licitações do transporte intermunicipal de passageiros. Os crimes foram investigados na Operação Rota Final, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com a ação, o MPE pediu a indisponibilidade de bens dos denunciados. De Dilmar, o bloqueio requerido é até o montante de R$ 5.173.260,80.

Já do ex-deputado Pedro Satélite e do seu filho Andrigo Gaspar Wiegert, MPE pede a indisponibilidade de bens e valores num total de R$ 10.273.749,44.

Além do deputado e do ex-parlamentar, foram denunciados Andrigo Gaspar Wiegert (filho de Satélite), Raphael Vargas Licciard, Eder Augusto Pinheiro, Júlio César Sales Lima, Max Willian de Barros Lima, José Eduardo Pena, Edson Angelo Gardenal Cabrera, Paulo Humberto Naves Gonçalves, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima Filho, Luis Gustavo Lima Vasconcelos e Daniel Pereira Machado Júnior.

As empresas mencionadas na ação são a Verde Transportes Ltda, Empresa de Transporte Andorinha S/A, Viação Xavante Ltda, Viação Motta Ltda e Viação Juína Transportes Eirelli.

Operação Rota Final

A 3° fase da operação foi deflagrada no último dia 14, onde Dilmar, Satélite foram alvos de mandados de busca e apreensão. Durante a operação, foi cumprida ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões.

Além disso, o empresário Eder Augusto Pinheiro, teve o mandado de prisão expedido. No entanto, ele não foi cumprido e já é considerado foragido da Justiça.

Eder é apontado como o líder da organização criminosa e está ligado à empresa Verde Transportes.

A investigação, iniciada na Polícia Civil, foi encaminhada ao Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) em meados de 2019.  A operação foi deflagrada pelo Gaeco em parceria com o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

Fonte: Repórter MT

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