De março de 2020 à maio de 2021, Mato Grosso movimentou pelo menos 63 investigações, no Ministério Público Estadual e na Polícia Civil, relacionadas à pandemia da covid-19.
Os dados constam em relatório encaminhado pelas autoridades à CPI da Covid, aberta no Senado Federal.
Conforme ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, ao senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, só no Ministério Público são 54 processos, nas fases de procedimento administrativo, procedimento preparatório, notícia de fato, inquérito civil e ação civil pública. Já documento da Polícia Civil aponta 9 inquéritos policiais abertos.
Algumas das investigações em Mato Grosso, estão relacionadas ao acompanhamento da campanha de vacinação e análise de suspeitas de “fura-fila”. Outras, porém, como uma movida na promotoria de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá), investigaram contratos firmados durante a pandemia para contratação de prestadores de serviços, geralmente para atendimento das UTIs.
Na semana passada, os olhares da CPI da Covid também se voltaram a Mato Grosso com a revelação de que o Estado foi procurado por um representante da empresa Davati Medical Supply. A organização é investigada pela CPI por, supostamente, ter pedido propina para a venda de vacinas contra a covid-19. Conforme o Governo de Mato Grosso, o contato não foi feito uma vez que o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, solicitou a Carta de Representação da empresa com a fabricante Johnson & Johnson para ter a garantia da compra. O documento, porém, não foi apresentado pela empresa investigada e não houve negociação nenhuma entre as partes.
Fonte: Repórter MT
