Home Cidades“Não vou fazer política com a saúde da população”, diz Emanuel sobre volta às aulas

“Não vou fazer política com a saúde da população”, diz Emanuel sobre volta às aulas

por Da Redacao

Prefeito resiste em cumprir medida judicial que determina aula presencial em Cuiabá. Prazo venceu na quarta-feira (08)

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), negou que a decisão de autorizar o sistema híbrido de ensino nas escolas públicas municipais somente no dia 4 de outubro seja uma “decisão política”, conforme declarou o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim, no dia 25 de agosto. “Jamais vou fazer política, quando está em debate a saúde e a vida da população cuiabana”, rebateu o prefeito.

A declaração do conselheiro Antônio Joaquim foi dada durante evento na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) que discutiu a evasão escolar desde que a pandemia do coronavírus foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em março de 2020. Na ocasião, Joaquim cobrou explicações da secretária municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, e destacou ainda que o motivo para manter o ensino remoto não pode ser por mera desavença do prefeito com o governador Mauro Mendes (DEM).

“Se há alguma questão política ou politicagem é do governo com o município, aqui em Cuiabá eu não misturo, principalmente no que diz respeito à saúde e à vida da minha gente, da população cuiabana. A decisão é política, mas todo trabalho é técnico”, rebateu Emanuel.

No dia 31 de agosto a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, concedeu liminar a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou retorno das atividades escolares no modo presencial a partir do dia 8 de setembro. No entanto, a Prefeitura de Cuiabá resiste em cumprir a decisão.

Emanuel, no entanto, recorreu e pediu uma audiência de conciliação. O prefeito diz que o planejamento é retornar as aulas assim que todos os profissionais da educação estiverem imunizados com duas doses, respeitando os quinze dias após a segunda dose. Apesar disso, o prefeito afirmou que não haverá descumprimento da decisão.

“Não vai haver descumprimento, estamos com um pedido de reconsideração e de uma audiência de conciliação, se não for conseguido, as aulas irão voltar, vou pedir só um pouco mais de prazo porque existe toda uma logística, são 54 mil alunos, 157 unidades contando com a educação infantil, então há todo um planejamento feito criteriosamente para retomar as aulas dia 4 de outubro e você não muda isso em três dias”, afirmou.

Fonte: Isso é Noticia

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