Home DestaquePor falta de pagamento, MPF pede anulação de acordo de delação com Silval Barbosa

Por falta de pagamento, MPF pede anulação de acordo de delação com Silval Barbosa

por Da Redacao

O ex-governador deveria ter ressarcido ao erário público o montante de R$ 23,4 milhões; a solicitação já foi protocolada pelo vice-procurador-geral junto ao STF

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o acordo de delação premiada entre o órgão e o ex-governador Silval Barbosa seja anulado por falta de pagamento. O gestor do Estado entre 2010 e 2014 deveria ter ressarcido a quantia de R$ 23,4 milhões ao erário público, mas não o fez.

O pedido foi protocolado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jaques de Medeiros, na última sexta-feira (19). No documento, o MPF rebateu as alegações da defesa de Silval Barbosa, de que o ex-gestor teria substituído as parcelas para cessar três imóveis. Porém, segundo Humberto, a proposta já foi rejeitada pelo órgão.

Conforme o vice-procurador, o ex-governador trata a execução do presente acordo de colaboração “como um balcão de negócios ao propor insistentemente ofertas já rechaçadas”. A PGR entende que a manobra “tem como resultado prático a postergação indiscriminada do pagamento devido”.

Na época em que o acordo foi firmado, em 2017, Silval Barbosa tinha se comprometido a efetuar a devolução de R$ 70 milhões aos cofres do Estado. A maior parte do montante – R$ 46 milhões – foi quitada com a doação de imóveis e o restante deveria ser pago em dinheiro e em parcelas para uma conta judicial.

De acordo com os termos estabelecidos da delação premiada de Silval, em caso de atraso inferior a 60 dias no pagamento de parcela, incidirá multa de 10% no valor da parcela corrigida monetariamente.

Por meio de sua defesa, o ex-governador propôs que os valores que seriam pagos em espécie fossem trocados por uma área rural em Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), de 41,22 hectares, avaliada em R$ 18,7 milhões, além de outros três imóveis, que somariam R$ 22,810 milhões.

Caso a Corte de Justiça aceite o requerimento do MPF, Silval pode perder todos os benefícios e voltar para a prisão.

Ex-governador ficou dois anos preso

Silval foi preso em setembro de 2015, com a deflagração da Operação Sodoma, e condenado pela Justiça pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva.

Ele ficou detido até junho de 2017, o Supremo determinou que a pena fosse cumprida em prisão domiciliar.

O ex-gestor passou para o regime semiaberto em 2019.

Fonte: Circuito MT

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