Home CidadesProfessora suspensa por criticar Bolsonaro volta trabalhar na Capital

Professora suspensa por criticar Bolsonaro volta trabalhar na Capital

por Da Redacao

O colégio não explicou como se deu essa volta, principalmente, após toda a polêmica causada no 7 de Setembro, envolvimento do Ciopaer e diversos pedidos de investigação.

Professora do tradicional Colégio Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá, identificada pelas iniciais M.E, afastada da instituição no início do mês de setembro, após ser gravada discutindo questões políticas com os alunos do 3º ano do ensino fundamental, faixa etária entre 8 e 9 anos, e ainda criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores durante as aulas, retornou às atividades após suspensão e segue ‘trabalhando normalmente’.

 entrou em contato com a escola para entender como ficou a situação depois de toda polêmica, que, inclusive, tomou proporções nacionais por diversidade de opiniões sobre o caso tanto quanto a conduta da professora, assim como a conduta do colégio em afastar a profissional da educação.

O fato ainda foi agravado com o sobrevoo do Águia (helicóptero) do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) sobre a escola um dia depois do afastamento interpretado por muitos como uma forma de intimidação das forças armadas contra a educadora e apoio às medidas tomadas pela escola.

No entanto, o Notre Dame de Lourdes se limitou a dizer que: “Ela [professora] está trabalhando normalmente”.

A escola não quis se pronunciar de ‘como foi essa volta’, se houve uma nova orientação, se a educadora está ‘sendo acompanhada’ durante as aulas ou ainda se alguma outra medida foi tomada.

Sobre a conduta do Ciopaer e o ‘envolvimento’ em toda essa situação, e pedidos de ‘investigação’ por meio de diversos órgãos, a Corregedoria da Polícia Militar (PM) ainda está no prazo de análise dos fatos para responder à Ouvidoria, que questionou o fato ainda no dia 2 de setembro, se deverá abrir ou não um Inquérito Policial Militar (IPM) apurar a conduta dos militares no dia dos fatos.

“O questionamento visa preservar as instituições do possível uso político de caros e equipamentos públicos de segurança”, dizia o comunicado da Ouvidoria à época dos fatos.

Fonte: Repórter MT

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