Existem vários tipos de abusos que uma criança pode sofrer e é importante que todas as pessoas no entorno dela estejam atentas para os sinais. Relembrando o caso da menina de 11 anos que após sofrer abuso sexual, teve que passar pelo sofrimento judicial, a psicóloga Alice Munguba, comenta sobre o que pode ser feito para ajudar uma criança que passou por esse tipo de trauma.
Segundo a psicóloga, a criança precisa ser protegida, uma vez que ela já foi exposta a situações de abuso e experiências de injustiça, de diversas ordens, que deixam marcas radicais na vida. “O tratamento terapêutico maneja com essas questões traumáticas vividas e nesses casos há necessidade do suporte não só terapêutico, mas também familiar para lidar com a questão”.
Para auxiliar com o tratamento após esses ocorridos, Alice comentou sobre alguns fatores que podem auxiliar as crianças.
“Diante da fala do paciente, a escuta, acolhimento e implicação são ferramentas para tratar situações de sofrimento, trauma e abuso”.
Como acolher a sexualidade das crianças
A sexualidade faz parte do ser humano, desde o nascimento. A partir da amamentação já se faz presente na formação da criança as questões da libido com seu próprio corpo e com o corpo do outro. Esses fatores devem ser entendidos em primeiro lugar, para que sejam canalizados de forma adequada diante cada fase da infância.
“Não se pode ignorar que a criança já sente curiosidade pelas partes íntimas do corpo e o prazer que elas geram, assim como faz suas pesquisas sobre as diferenças sexuais entre os gêneros. Importa que haja respeito pelos seus corpos, ao invés de exposto a situações inadequadas e precoces. Suas especulações sobre a sexualidade necessitam ser acompanhadas pelos responsáveis, assim como, serem esclarecidos de acordo com a idade e perguntas demandadas”, explica a psicóloga.
Muitas questões estão presentes quando há precocidade de uma situação, como a maternidade, que demandam uma estrutura financeira e emocional, mas acontecem em uma fase da vida onde a menina ainda está construindo sua própria identidade e estabilidade emocional.
“Ela se vê diante de demandas que ainda não tem preparo para assumir. Uma fase da vida fica atrofiada por ter menos condições e possibilidades de se desenvolver. Os efeitos para cada um são singulares, mas pode haver sensação de inadequação, culpa, medo e insegurança diante da nova realidade que se apresenta”, finaliza.
Fonte: GazetaDigital
