O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ação Civil Pública e Popular de Cuiabá, marcou para o dia 27 de outubro audiência com testemunhas na ação movida contra seis servidores da Polícia Civil por blindagem a traficantes.
O caso foi investigado na Operação Abadom, em junho de 2013, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o delegado João Bosco Ribeiro de Barros e a esposa dele, investigadora Glaucia Cristina Moura Alt, são acusados de cobrarem propina para proteger traficantes de Várzea Grande.
Denúncia contra o casal e outros quatro servidores da Polícia Civil foi oferecida e recebida em 2014, pela prática de improbidade administrativa. Eles são acusados de terem recebido R$ 100 mil na extorsão praticada contra os traficantes, enquanto outros agentes teriam recebido entre R$ 3 mil e R$ 12 mil. Desde então, os denunciados recorrem da decisão.
No mês de julho, o juiz negou mais um recurso movido pelo casal, mas acolheu o pedido para que sejam “emprestadas” provas apontadas durante as oitivas de testemunhas de defesa do processo criminal, também proposto em 2014.
O juiz ainda acolheu pedido do Ministério Público para ouvir testemunhas de acusação, dentre eles os delegados a Polícia Civil Gustavo Garcia Francisco, Juliana Chiquito Palhares e Alana Derlene de Souza. Ainda, o investigador Idalmir Bezerra Ferreira.
Outra testemunha que chama a atenção é o 2º sargento da PM Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, pivô no caso de escutas telefônicas clandestinas conhecidas como “grampolândia pantaneira”. Ele deve testemunhar a favor do agente George Fontoura Filgueiras.
Nessa ação, também respondem os policiais civis Márcio Severo Arrial, Cláudio Roberto da Costa, e Leonel Constantino de Arruda, além de George, João Bosco e Gláucia.
Fonte: Repórter MT
