O Tribunal de Justiça de Mato Grosso afastou, por 90 dias, a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, após o Ministério Público Estadual (MPE) apresentar reclamação disciplinar contra ela no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão acompanhou o voto da relatora, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.
Constitui elemento de extrema gravidade e impõe apuração rigorosa sob a ótica disciplinar e institucional
O MPE acionou o CNJ em 19 de dezembro de 2025, alegando suposta ciência prévia da magistrada no feminicídio da bancária Leidiane Souza Lima, de 34 anos, ocorrido em 27 de janeiro de 2023, em Rondonópolis.
O acusado de matar a bancária, a tiros, é o empresário Antenor Alberto de Matos Salomão, atualmente casado com a juíza.
“Há elementos constantes dos autos que indicam possível ciência prévia ou posterior da magistrada acerca do crime, inclusive registros de ligações telefônicas realizadas pelo réu imediatamente após o feminicídio, circunstâncias que, ao menos sob a ótica disciplinar, impõem apuração rigorosa”, escreveu o MPE.
