O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, afirmou que a construção da primeira ferrovia estadual de Mato Grosso transcende questões políticas existente entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB). Tal rivalidade, no entanto, acabou interferindo em outras questões como a da troca do VLT pelo BRT.
De acordo com o secretário, a prefeitura já estuda ações para que o município esteja preparado, assim como a população esteja qualificada para receber e se beneficiar com a implantação do modal.
“A prefeitura já desenhou todo planejamento, inclusive a revisão do Plano Diretor, uma vez que a Rumo, quando fez protocolo junto com o governo estadual, também protocolou a licença da ocupação do uso de solo para a futura instalação do terminal ferroviário. A partir daí, nós já estamos desenhando as ações necessárias de zoneamento e adequação, em função do impacto positivo que o terminal vai trazer para nossa Capital e os outros municípios da região do Vale do Rio Cuiabá”, declarou.
O terminal da Rumo em Cuiabá deve ser instalada em área próximo ao Distrito Industrial, que conforme Vuolo, se preparou para o recebimento de grandes empreendimentos. “Ao logo de 20 anos a região se preparou para receber empreendimentos de grande impacto, como o gasoduto, termelétrica, porto seco (…) é o espaço adequando, onde não há previsão de expansão do núcleo habitacional e sim de empresas”, explicou.
O projeto da ferrovia prevê a implantação de 730 quilômetros de linha férrea, que vão interligar Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).
