O senador Wellington Fagundes (PL) disse na noite desta segunda-feira (13) que não vê problema algum de o ministro Tarcísio de Freitas ser candidato ao Senado por Mato Grosso e que, em uma democracia, todos têm o mesmo direito que o ministro.
No encerramento do Circuito Aprosoja, Fagundes comentou que Tarcísio estará em Mato Grosso na próxima quinta-feira (16), em Barra do Garças, onde dará prosseguimento nas obras do anel viário.
“Nós temos um trabalho muito grande juntos e vivemos em uma democracia. Qualquer cidadão brasileiro que tiver domicílio eleitoral a tempo e filiação tem o direito de ser candidato. No meu caso que sou senador, se for candidato, e na função de pré-candidato hoje é trabalhar. Muito mais, independente de ser ou não candidato, nós que temos mandato temos que trabalhar e principalmente corresponder a confiança que o eleitor nos depositou”, disse Wellington.
Apesar de não ter sido eleito, Wellington falou que hoje Tarcísio tem uma função muito importante para o país como ministro de infraestrutura. Sobre um possível apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Fagundes citou que qualquer pessoa que se coloca na posição tem que buscar apoio de todos se possível e acredita que Bolsonaro vai buscar uma forma de ampliar a sua base, mesmo já tendo declarado apoio a José Medeiros (Podemos) que atualmente é deputado federal e pré-candidato ao Senado.
“No caso do presidente ele precisa da governabilidade e apoio do Congresso Nacional, principalmente nós de Mato Grosso. Hoje praticamente todos nós apoiamos, não a política partidária do governo Bolsonaro, até porque ele não está nem filiado, mas apoiamos que o país dê certo. Não podemos deixar voltar a inflação, desemprego está muito grande e temos que ter políticas que venham atender a demanda”, pontuou.
Assumindo candidatura
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Tarcísio de Freitas admitiu pela primeira vez que poderá disputar um cargo político nas eleições de 2022. Tarcísio pensa em aproveitar sua popularidade entre representantes do agronegócio para disputar uma vaga no Senado Federal.
“Vou caminhar junto com o presidente. Não sei se exatamente num governo de Estado, não sei se exatamente em São Paulo. De repente no Parlamento, de repente em Goiás. Por exemplo, por que não o Senado em Goiás?”, disse o ministro, afirmando que Mato Grosso também é uma alternativa”, revelou.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
