Na última semana, a Repescagem do Mestre do Sabor tirou, de uma só vez, cinco chefs da disputa do reality – entre eles, estava Aline Guedes, que se despediu do programa com muitos elogios dos mestres e apresentadores. Apesar de não ter chegado ao fim da competição, a paulistana é só alegria com a experiência e destaca a importância de conhecer e trocar com pessoas novas na cozinha.
“Foi uma troca muito bacana, de vivências, conhecimentos, que eu já imaginava que teríamos, mas estar ali realmente me surpreendeu. Essa visibilidade será importante para novas oportunidades e trabalhos futuros. Tenho me sentido muito feliz e satisfeita por, além de mostrar meu trabalho, falar sobre minha pesquisa, sobre as coisas que faço profissionalmente, e ter voz.”
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Para ela, a riqueza de aprendizados que a troca com os experientes mestres e com chefs de todo o Brasil é o maior prêmio que poderia conquistar no reality. “As provas em equipe e a troca com o time foram os momentos mais especiais do programa. Sempre de muita empatia e sensibilidade por parte dos participantes. Momento em que eu percebia que nós nos víamos, uns nos outros. Essa troca realmente existiu e foi fantástica”.
Apesar do foco para vencer as aprovas, a experiência também garantiu muitos momentos de descontração. “Nós trabalhamos muito bem, em sintonia, e nos divertimos. O mais legal foi que, quando estávamos trabalhando em grupo, trabalhávamos leve, parecia que esquecíamos que estávamos num programa de TV que era uma competição. Estávamos ali cozinhando e nos divertindo, com afeto, amor e sorriso no rosto, como tem que ser”.
“Nós aprendemos e ensinamos uns com os outros e foi fantástico. E aproveitamos os conhecimentos do nosso mestre, Leo Paixão, que foi fenomenal em todos os aspectos. Tivemos momentos mais duros, em que precisamos nos ajustar, mas a troca foi sempre de muito amor e empatia.”
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Leo Paixão posa com seu time da terceira temporada do ‘Mestre do Sabor’ — Foto: Artur Meninea/Gshow
Como professora, a chef acredita que a convivência intensa na cozinha com pessoas tão diferentes, enriqueceu ainda mais sua bagagem profissional. “Levo mais um momento na minha carreira em que aprendi muito. Sempre falo isso para os meus alunos, inclusive. Por mais que eles não imaginem, toda vez que tenho essa vivência com pessoas novas, eu capto e absorvo um pouquinho de cada um deles – e foi o que fiz no programa com cada um dos participantes, dos mestres, dos produtores, dos profissionais que trabalharam ali. Porque todos eles de alguma forma passaram algo pra gente”.
Com um temperamento mais introspectivo, Aline diz que está sendo observando e aprendendo. “Fico mais quieta muitas vezes porque fico observando. Ouço muito e faço disso um aprendizado. Levo conhecimento, amor e empatia pela vida e história de cada um deles. Levo também uma satisfação pessoal e profissional por ter passado por um novo desafio e perceber que estou pronta para algumas situações. Foi uma forma de concretizar algumas questões, aprender uma série de outras e me enriquecer com todas as histórias de participantes.
“Levo um sentimento de ‘poder fazer’ absurdo. Uma sensação de que o céu é o limite, que está muito latente em mim. Isso é muito bacana. Eu não estava com essa sensação de querer fazer mais e agora estou agora. Quero e tenho que fazer.”
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Agora, com a visibilidade que ganhou no programa, ela espera alcançar mais gente com seu trabalho. “Tenho muita esperança de, principalmente, conseguir fazer com que as pessoas me conheçam profissionalmente. Já tinha uma carreira bem estruturada na academia, como professora numa instituição de ensino superior renomada e reconhecida nacionalmente, mas precisava que as pessoas conhecessem a Aline Guedes, cozinheira e acadêmica, que conhecessem minha pesquisa e a temática com a qual trabalho, que tem uma importância cultural para o nosso país e tem sido esquecida”, explica.
“Espero que conquiste respeito em relação ao tema da minha pesquisa e que haja essa valorização. Quando fui fazer meu mestrado, lembro que houve essa questão: que eu, como cozinheira, talvez não soubesse escrever; ou que, como mestranda, não cozinhasse tão bem. Espero que isso mude, que eu seja respeitada como uma pesquisadora cozinheira e como uma cozinheira pesquisadora.”
Fonte: Gshow
