O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) defendeu o nome de Eduardo Botelho (DEM) para ser líder do governador Mauro Mendes (DEM) na Assembleia Legislativa, caso Dilmar Dal Bosco (DEM) saia da função. Os comentários foram feitos pelo parlamentar nesta manhã de segunda-feira (26), quando foi ao Palácio Paiaguás para se encontrar com o vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido).
Dilmar foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) por envolvimento em um esquema ilícito com transportes intermunicipais, e o seu cargo como líder do governo está inseguro.
“Acho que o governador tem que ter o melhor, e o melhor para liderar lá é o Botelho. Tem bom senso, é praticamente unanimidade, navega bem com a oposição, com a situação, com o bloco independente, mas se o governador quer alguém de consenso na Assembleia é o Botelho”, disse.
Apesar de defender o amigo Botelho, Wilson ainda defende a permanência de Dilmar, pois argumentou que o deputado no tempo que esteve na liderança de Mendes no Parlamento estadual conseguiu que a maioria dos projetos do Executivo fossem aprovados.
Dilmar, na avaliação do tucano, tem um jeito próprio de fazer articulações, é mais reservado, age mais nos bastidores. No entanto, consegue trazer resultados que o Governo do Estado precisa.
O governador Mauro Mendes também defende a permanência de Dilmar na liderança e disse que não vai julgá-lo antes da justiça. Mendes explicou que enquanto líder, Dilmar tem agido de forma correta e que nunca pediu nada em troca e tampouco o governo exigiu algo dele em troca das articulações na Assembleia.
“Quem poderá condená-lo é a análise do judiciário, e eu não vou condenar ninguém antes que essa condenação ocorra, isso vale para qualquer um[…] se algo tivesse acontecido durante a nossa gestão, durante o nosso relacionamento, ai há que se ter sim, um comportamento diferente, porém, isso se trata de algo acontecido em tempos passados”, falou o governador.
Dilmar tem evitado a imprensa desde que seu nome foi exposto na operação Rota Final desencadeada pelo Gaeco em maio. Nesta manhã o deputado chegou ao palácio onde se reuniu com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
A reunião a portas fechadas durou mais de uma hora, e assim como chegou, Dilmar saiu sem falar com ninguém.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
