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STF abre inquérito contra Medeiros por fake news sobre urnas eletrônicas

por Da Redacao

O deputado federal José Medeiros (Podemos-MT) se tornou alvo de inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela disseminação de fake news (isto é, notícias falsas) sobre urnas eletrônicas.

A determinação foi do Supremo Tribunal Federal, em petição encaminhada pelo chefe do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges Pereira. A ministra Cármen Lúcia é a relatora do inquérito no STF, autuado no dia 22 de setembro.

Conforme o Conexão Poder noticiou, a denúncia ao STF foi feita no final de agosto, poucos dias depois que o MPE alegou que Medeiros agia de má-fé ao espalhar notícias falsas sobre as urnas eletrôncias.

Na época, o país ainda discutia fortemente suspeitas de fraude contra o sistema atual de votação, e havia manifestações pedindo a adoção de voto impresso auditável, em uma campanha endossada principalmente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o MPE, Medeiros deturpou informações de uma investigação que estava em sigilo no Ministério Público Estadual para sugerir que as urnas eletrônicas não são seguras.

O caso divulgado é em relação a uma eleição feita em dezembro de 2019 pela Associação Beneficente de Saúde dos Militares de Mato Grosso (Hospital Militar). Na época, denúncias davam conta de que boletins de urna falsos teriam sido produzidos para fraudar o resultado da eleição da entidade.

Ocorre que, de acordo com o Ministério Público, não foi levantada qualquer suspeita de problemas no funcionamento da urna que havia sido cedida pela Justiça Eleitoral para ser usada nessa eleição.

“De má fé, o parlamentar mato-grossense falseia a realidade dos fatos, em mais um gesto da sua cruzada pelo retorno do voto impresso, sistema utilizado no passado com ocorrências frequentes de fraudes e manipulação de resultados, o que atentava contra a vontade soberana do eleitor brasileiro de escolher livremente seus representantes”, afirmou o MPE.

O órgão também já tinha avisado, naquela oportunidade, que considerava grave o fato de Medeiros usar um documento sigiloso para tentar confundir a população, e que, por isso, iria representar contra o deputado na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. O caso, agora, é investigado pela PGR.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado federal, mas não teve retorno até a publicação da matéria.

Fonte: Repórter MT

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