O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou nesta terça-feira (25) que o governo do Estado pode retomar algumas medidas restritivas para conter o novo avanço da pandemia de covid-19 em Mato Grosso. A afirmação vem após um repentino aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTI em Mato Grosso, que chegou a 87,4% nesta segunda-feira (24).
Segundo Gilberto, as decisões serão tomadas com base no decreto estadual nº 874, que restabeleceu o sistema de classificação de risco em Mato Grosso e criou medidas extraordinárias para quando a ocupação dos leitos de UTI ultrapassasse 85%. Entre as medidas, está o toque de recolher entre 22h e 5h, com fechamento dos comércios neste período.
O secretário destacou ainda que os municípios têm liberdade para decretar suas medidas restritivas, mas há um decreto estadual que estipula as medidas mínimas de segurança. Gilberto lembrou ainda que Tangará da Serra e Sorriso já determinaram a volta do toque de recolher devido ao crescente número de novos casos.
“Nós temos uma matriz de classificação risco e, de acordo com os indicadores, ela sugere aos gestores municipais a adoção de novas medidas. Nós já começamos a verificar que alguns municípios começaram a tomar decisões de restrições por força dos indicadores. Então, é muito provável que com o crescimento nas taxas de ocupação dos leitos de UTI, haja a necessidade, em um futuro muito breve, de serem adotadas novas medidas de contenção”, afirmou, em entrevista à Rádio Vila Real.
Apesar da preocupação com a possibilidade de uma nova onda de contágios, Gilberto Figueiredo afirmou que não vê empecilhos para o retorno das atividades presenciais com aulas híbridas na rede estadual de ensino. Ele afirma que os técnicos da Secretaria de Saúde elaboraram um protocolo de biossegurança para evitar novos contágios e cabe ao secretário de Educação, Alan Porto, garantir o cumprimento dessas medidas.
“Nós não esperávamos que uma pandemia pudesse durar tanto tempo assim. Nós não podemos, pelo resto da vida, deixar as crianças afastadas do ambiente escolar. Defendo a imunização dos profissionais da Educação. Como eu disse, estou fazendo gestão junto ao Ministério para que a gente possa imunizar em nível de país, porque alguns Estados, inclusive, já começaram a imunizar os profissionais da Educação. Mas, eu acho que nós precisamos gradativamente retornar as atividades, sob pena de um prejuízo imensurável ao processo de ensino e aprendizagem de todos os nossos alunos”, destacou.
Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso
