Por Elaine Freire
A verdade é apenas uma, a advocacia tradicional ficou para trás é um caminho sem volta. A evolução da cultura digital é uma realidade consagrada e um padrão de comportamento que tem crescido exponencialmente nos últimos anos.
Segundo dados da Ebit/Nielsn, o crescimento do e-commerce brasileiro cresceu em 2018 cerca de 12%. Já em 2020, com as adaptações e fechamento de comércios físicos por conta da Covid-19, o crescimento chegou a 47% – o maior dos últimos 20 anos. Isso quer dizer que as pessoas optam e confiam cada vez mais nos serviços eletrônicos.
Em decorrência dos avanços ocorrido do mundo digital, sobretudo o acesso à internet facilitado para os mais diversos perfis de consumidores., alguns limites e fronteiras da advocacia tradicional foram eliminados. As pessoas estão mais próximas dos profissionais da advocacia, e estes, mais possibilitados de inovar e alcançar públicos.
A advocacia, assim como outras profissões, está tendo que se adaptar a evolução, aprendendo até mesmo uma linguagem que imprime mais modernidade e menos formalidade.
O próprio judiciário, vem buscando implantar diversas ferramentas para facilitar essa era digital que se consolidou com o surgimento da pandemia. Por meio de diversos Sistemas de Informação e Aplicativos, vem buscando dar mais eficiência nos processos e procedimentos internos. Com a era digital é possível realizar audiência ou sessão de julgamento sem nenhuma das partes saírem de sua residência ou escritório.
Diante da evolução na era digital, o aprimoramento e a atualização dos operadores do direito é salutar, devendo o conhecimento e a interação com plataformas digitais já devem fazer parte da vida acadêmica dos alunos, objetivando assim a adaptação à nova realidade.
Elaine Freire Alves é advogada – OAB/MT 12.952
